⚑ Antes de preencher: anonimize os dados — é responsabilidade sua

O sistema pseudonimiza internamente, mas o dado que você digita é de sua responsabilidade. A análise é técnica e não depende da identidade real de pessoas, empresas ou processos. Por isso:

Ex.: "Reclamante A" · "Empresa X" · "Paciente 01" · "Veículo A" · "Processo nº 0000"

0.Tipo de análise — regime de avaliação

O primeiro passo é selecionar o regime de análise. Essa escolha determina quais campos são obrigatórios, quais motores serão ativados e quantos PDFs serão gerados. Os campos exibem marcação visual conforme o regime ativo: obrigatório (borda dourada ★), opcional ou irrelevante (opacidade reduzida).

Nexo causal / concausa

CID-10 obrigatório

Avalia o vínculo causal entre uma doença (CID-10) e a exposição ocupacional a agentes físicos, químicos ou biológicos. Produz um laudo de nexo com escore evidenciário ponderado (D01–D10), presunções legais (P01–P08) e amplificadores (AMP01–AMP03). Indicado para: ações trabalhistas, perícias do INSS (B91), CAT, benefícios previdenciários.

Insalubridade (NR-15)

CID-10 não exigido

Caracteriza o direito ao adicional de insalubridade (art. 192 CLT) aplicando os Anexos da NR-15. Independe de diagnóstico médico — basta a existência de exposição habitual e permanente ao agente. O motor realiza avaliação qualitativa (Anexos 6, 13, 14) ou quantitativa (ruído, calor IBUTG, vibração, concentração de químicos). Indicado para: laudos de insalubridade, impugnação ou concessão de adicional, auditoria de folha de pagamento.

Campo de mediçãoUnidadeLimite NR-15 de referência
RuídodB(A)85 dB(A) para 8 h (Anexo 1)
Calor (IBUTG)°CVaria conforme taxa metabólica (Anexo 3)
Concentração químicappm ou mg/m³Limite de tolerância do Anexo 11
💡 Para benzeno e cancerígenos do Anexo 13, o limite de tolerância não se aplica — a exposição qualquer que seja caracteriza insalubridade. O uso de EPI não neutraliza o enquadramento nesses casos.

1.Identificação do trabalhador

Dados pessoais do trabalhador. Esses dados são anonimizados nos registros estatísticos do sistema e não aparecem no laudo exportado se a opção de anonimização estiver ativa.

Nome

Opcional

Nome completo do trabalhador. Pode ser substituído por iniciais ou código para anonimização.

Idade / Sexo / UF / Município

Importante

Utilizados para contextualização epidemiológica e comparação com dados de prevalência do NTEP por região.

CampoExemplos
Idade38, 52, 61
UFRS, SP, MG
MunicípioNova Prata, Porto Alegre, São Paulo

2.Vínculo empregatício

Dados do vínculo são fundamentais para o cruzamento com a tabela NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário) do INSS, que é baseada em pares CNAE × CID-10.

CNAE 2.0

Obrigatório

Classificação Nacional de Atividades Econômicas. O sistema usa apenas os 4 primeiros dígitos (subclasse) para o cruzamento NTEP. Pode ser obtido na certidão CNPJ da empresa no site da Receita Federal.

CódigoDescriçãoSetor
3600-6Captação, tratamento e distribuição de águaSaneamento
8610-1Atividades de atendimento hospitalarSaúde
2011-8Fabricação de cloro e álcalisQuímica
0810-0Extração de pedra, areia e argilaMineração
4120-4Construção de edifíciosConstrução civil
📍 Onde encontrar Receita Federal: Consulta CNPJ · IBGE: cnae.ibge.gov.br

Código CBO da função

Obrigatório

Classificação Brasileira de Ocupações. Código de 6 dígitos que identifica a função exercida. Consta na CTPS digital, no eSocial, no PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e na RAIS.

Código CBOOcupação
202410Químico (todas as áreas)
203010Biólogo
322205Técnico de laboratório (análises clínicas)
515305Auxiliar de laboratório de análises clínicas
717020Operador de estação de tratamento de água e efluentes
📍 Onde encontrar MTE: mtecbo.gov.br · eSocial tabela 6 (CBO)

Tempo de exposição (meses)

Importante

Calcule a diferença entre a data de admissão e a data de demissão (ou diagnóstico). O sistema usa esse valor para avaliar critérios de latência mínima por tipo de doença.

PeríodoMeses
6 meses6
2 anos24
7 anos (como no caso arsênio/CORSAN)84
15 anos180

3.Doença em discussão

O CID-10 é o campo mais crítico do sistema. É ele que alimenta o cruzamento NTEP e define quais presunções legais são invocadas automaticamente.

CID-10 *

Obrigatório

Código da Classificação Internacional de Doenças (10ª revisão). Formato: Letra + 2 dígitos (opcionalmente .subdígito). Consta no atestado médico, laudo diagnóstico ou relatório de alta hospitalar.

CID-10DescriçãoNexo NTEP comum
C44.0Câncer de pele — neoplasia maligna da pele do lábioArsênio, UV, alcatrão
C44.3Carcinoma basocelular — outras partes da faceArsênio, radiação UV
J45AsmaIsocianatos, poeiras vegetais
M54.5Dor lombar baixaMovimentação de cargas, vibração
G62.2Polineuropatia induzida por outras substâncias tóxicasSolventes orgânicos, metais pesados
F32Episódio depressivoAssédio moral, organofosforados
📍 Onde encontrar DATASUS: datasus.gov.br/cid10 · OMS: icd.who.int
💡 Se o atestado não tiver o CID, solicite ao médico que o inclua — é direito do trabalhador (Lei 9.029/1995 e CFM Res. 1.658/2002).

4.Agentes ocupacionais — CAS obrigatório

Lista dos agentes químicos, físicos ou biológicos a que o trabalhador esteve exposto. O número CAS (Chemical Abstracts Service) é a identificação internacional única de cada substância química e deve ser informado sempre que disponível. Ele consta na FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico — ABNT NBR 14725) do produto utilizado.

Agente + Número CAS

Obrigatório

Informe o nome do agente e, preferencialmente, o número CAS. Para agentes físicos (ruído, vibração, calor) ou ergonômicos, o CAS não se aplica — indique "N/A".

AgenteCASDoenças associadas (LINACH)
Arsenito de sódio7784-46-5C44 (pele), C22 (fígado), C34 (pulmão)
Arsênio e compostos inorgânicos7440-38-2C44, C34, C22, C67 (bexiga)
Sílica livre cristalina (quartzo)14808-60-7J62 (silicose), C34 (pulmão)
Benzeno71-43-2C91–C95 (leucemias), D46
Amianto (crisotila)12001-29-5C45 (mesotelioma), J61, C34
Chumbo e compostos inorgânicos7439-92-1G62.2, N18, J68
Cromo hexavalente18540-29-9C34, C31 (nariz/seios paranasais)
Ruído contínuo/intermitenteN/A (físico)H83.3 (PAIR)
Vibração mão-braçoN/A (físico)M72.2, G54.2
📍 Onde encontrar o CAS PubChem (NIH): pubchem.ncbi.nlm.nih.gov · FISPQ do produto (seção 1) · ECHA: echa.europa.eu
📍 Onde encontrar agentes por doença LINACH (Lista Nacional de Doenças Relacionadas ao Trabalho): Portaria MS 1.339/1999 · RENAST/SINAN
💡 A FISPQ é documento de entrega obrigatória pelo empregador (NR-26 e ABNT NBR 14725). Se não foi fornecida, isso é uma irregularidade a ser registrada no campo de observações.

5.Fatores extra-laborais

Concausas são fatores fora do trabalho que podem ter contribuído para a doença. Sua presença não elimina o nexo causal ocupacional, mas pode influenciar o percentual de responsabilidade do empregador.

Exemplos de concausas

Opcional
FatorCAS (se aplicável)Observação
TabagismoN/A (hábito)Co-carcinógeno para C34, C44
Etilismo crônicoN/ACo-fator hepático, neurológico
Exposição solar de lazer (UV)N/A (físico)Co-fator para C44
Agrotóxico de uso doméstico (glifosato)1071-83-6Relevante em agricultores
Obesidade / sedentarismoN/ACo-fator cardiovascular, M54

6.PCMSO e exames ocupacionais

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (NR-7) exige exames admissional, periódico, de retorno ao trabalho e demissional. A ausência ou inadequação desses exames é um fator agravante da responsabilidade do empregador.

Campos de Sim / Não / — (não informado)

Importante

Responda com base nos documentos disponíveis: ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), prontuário do SESI/SESC, cópia do PCMSO. Use quando o documento não estiver disponível.

CampoOnde verificar
Exame admissional realizadoASO de admissão (deve constar "Apto")
Doença pré-existente detectadaCID no ASO admissional; anamnese do médico do trabalho
PCMSO contempla o agenteDocumento do PCMSO vigente — solicitar ao RH
PGR atualizadoPrograma de Gerenciamento de Riscos (NR-1 rev. 2021)
Exame demissional realizadoASO demissional (obrigatório na rescisão)
Demissional comparativo realizadoConfronto com admissional — NR-7 item 7.5.1

7.EPIs fornecidos

A seção de EPIs utiliza um modelo por percentuais (v0.2.0). O perito informa diretamente a proporção de EPIs entregues e a validade dos Certificados de Aprovação (CA), com base nos documentos disponíveis. A simples entrega não é suficiente — o EPI precisa ser adequado ao risco, ter CA válido e ter seu uso monitorado (NR-6).

% EPIs efetivamente entregues

Importante

Relação entre o total de EPIs efetivamente entregues (conforme FRE assinado) e o total que deveria ter sido entregue no período. Calcule: (entregue ÷ devido) × 100.

FaixaPontuação D05
≥ 95%EPI adequado (baixa pontuação — favorece empregador)
70–94%EPI parcial
40–69%EPI insuficiente
< 40%EPI gravemente insuficiente (pontuação máxima)
Em brancoPresunção de ausência contra o empregador
📍 Onde encontrar FRE — Ficha de Registro de EPI (obrigatória — NR-6, item 6.6.1 a) · PPP (art. 58, Lei 9.528/97)

% EPIs com CA válido para o agente

Importante

Dos EPIs fornecidos, qual percentual possui CA emitido pelo MTE, dentro do prazo de validade e específico para o agente causador.

FaixaPontuação D05
≥ 90%CA adequado
60–89%CA parcial
< 60%CA insuficiente
📍 Consulta de CA válido MTE/SFIT: consultaca.com · NR-6, item 6.3
💡 A pontuação D05 é média ponderada: 65% para entrega + 35% para CA válido. Use o campo "Método de cálculo" para registrar os documentos consultados — esse texto é incorporado ao relatório.

Exemplos de EPI por agente

Referência
AgenteEPI adequadoObservação
Arsênio inorgânico (vapores/poeiras)Respirador P100 + luvas nitrila + avental impermeávelMeia-face ou peça facial inteira
Sílica (poeiras)Respirador PFF2 ou PFF3CA obrigatório; PFF1 é insuficiente
Ruído > 85 dB(A)Protetor auricular (concha ou plug)NHO 01 FUNDACENTRO
Benzeno / solventesRespirador com cartucho orgânico + luvas neopreneNR-15 Anexo 13-A
Calor extremoVestimenta aluminizada, luvas térmicasIBUTG conforme NR-15 Anexo 3

8.Treinamento e capacitação

Qualificação do treinamento

Importante
OpçãoSignificado
NenhumNão houve treinamento documentado
GenéricoTreinamento de integração sem especificidade ao agente
Específico ao agenteTreinamento com conteúdo sobre o agente e seus riscos (NR-9 / NR-26)
Certificado reconhecidoTreinamento com certificação (ex.: CIPA, NR-35, NR-10)

9.Histórico ocupacional

Proporção do tempo no empregador atual

Importante

Se o trabalhador teve múltiplos empregos com o mesmo agente, informe a fração correspondente ao empregador em análise. Valor entre 0.0 e 1.0.

SituaçãoValor
Único empregador (todo o tempo de exposição)1.0
Dois empregadores com exposição igual0.5
7 de 10 anos neste empregador0.7
3 meses de 24 meses totais0.125
💡 Use a CTPS digital ou extratos do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) para calcular os períodos. CNIS disponível em: meu.inss.gov.br

10.Gestão de resíduos (NR-25 / PNRS)

Aplicável a setores que geram resíduos químicos, biológicos ou perigosos. A inadequação na gestão é um indicador independente de irregularidade ambiental e pode reforçar o nexo causal.

MTR e destinação documentada

Opcional
CampoReferência legal
MTR registrados (Manifesto de Transporte de Resíduos)CONAMA 313/02; SINIR/IBAMA
PGR contempla agentes específicosNR-1 (2021); NR-25
Treinamento NR-25NR-25 item 25.4
EPI específico para resíduosNR-6 + laudo do PGR
FDS conforme ABNT NBR 14725ABNT NBR 14725-3:2012
📍 Consulta MTR SINIR (IBAMA): sinir.gov.br

11.Insalubridade (NR-15)

Nota: a insalubridade deixou de fazer parte do fluxo de Nexo — o regime de nexo é agora nexo-only. A análise de insalubridade (NR-15) tem módulo e formulário próprios: veja a aba Insalubridade (NR-15) deste manual, ou o módulo /insalubridade/ do sistema. Os campos de exposição habitual e de medição quantitativa (ruído, IBUTG, concentração química) são preenchidos lá.

12.Parâmetros da análise

Perfil de calibração

Importante
PerfilUso recomendado
Padrão (neutro)Análise equilibrada para uso geral — ponto de partida recomendado
ConservadorRigor probatório elevado; favorece evidência documental sólida. Indicado para defesa patronal ou quando se quer verificar se o nexo resiste ao menor conjunto de provas
LiberalFavorece o reconhecimento do nexo quando há dificuldade de acesso a documentos da empresa (in dubio pro operario). Indicado para trabalhadores sem documentação completa
💡 O perfil utilizado é registrado no relatório final junto com a versão das bases, garantindo auditabilidade da análise.

Tom narrativo do relatório

Opcional
TomIndicação
NeutroDescritivo e técnico-pericial — indicado para laudos judiciais, perícias do INSS e consultoria preventiva
ProbatórioPara advocacia trabalhista; enfatiza os fundamentos favoráveis ao trabalhador e as omissões do empregador
DefesaPara defesa patronal; aponta os pontos a investigar para afastar ou mitigar o nexo

12b.Cronologia, incapacidade, conformidade NR e contraprova

O formulário acrescenta campos de cronologia, dano e — sobretudo — de responsabilidade do empregador e ônus probatório, mantidos em eixo separado do nexo. Regra de ouro: esses campos não amplificam o nexo causal; pesam na responsabilidade/dosimetria e na presunção. Cada campo tem um “?” de ajuda no formulário.

Cronologia e incapacidade (dano)

Informativo

Alimentam a linha do tempo e o módulo de dano (Tabela ABMLPM 2024). Não alteram o escore de nexo.

CampoSignificado
Início dos sintomasPrimeiro sintoma, distinto do diagnóstico; classifica o tipo temporal (preexistente/concomitante/superveniente)
Fim do tratamentoAlta/encerramento; orienta cura, sequelas e dano
Grau de incapacidadenenhuma / parcial temporária / parcial permanente / total (critério 6 de Penteado)
Duração da incapacidade (meses)Tempo estimado; dosimetria do dano
Nível de especializaçãoQualificação da função; repercussão do dano e reabilitação
Pode exercer a função? · Houve cura? · Restaram sequelas?Dano residual e eventual concausa superveniente

Conformidade NR-7 / NR-1 (eixo responsabilidade)

Responsabilidade

Conformidade do empregador. A não-conformidade eleva o eixo responsabilidade (fórmula resp = base × 0,70 + conformidade_NR × 0,30), nunca o nexo.

CampoOnde verificar
ASO na periodicidade (NR-7)Série de ASOs periódicos; periodicidade definida no PCMSO
ASO com exame dirigido ao agente (NR-7)O ASO inclui o biomarcador correto do agente? (ex.: arsênio → arsênio urinário; ver biomarcadores.json). Glicose para arsênio não conta.
Risco informado/documentado (NR-1)Ordem de serviço, treinamento, ciência do trabalhador

Contraprova patronal — inversão do ônus

Ônus probatório

Sob presunção (Lista A / NTEP), o ônus de afastar o nexo é da empresa. Contraprova deficiente resulta em presunção não ilidida — o nexo se mantém. O sistema nunca crava que a presunção foi ilidida (isso é mérito do perito/juiz).

CampoO que verifica
Documentos completosJuntada documental sem lacunas
Assinaturas válidasDocumentos assinados
Datas válidasDatas coerentes e legíveis
Comprovante de entrega de EPIFicha de entrega assinada (NR-6)

Fototipo (Fitzpatrick) — fator do hospedeiro

Condicional (UV/pele)

Suscetibilidade da pele à radiação UV (I a VI). Preencher quando houver exposição solar/UV ou CID de pele. Fator do hospedeiro para a exclusão de causa estranha (UV × agente químico): documenta a suscetibilidade, não amplifica o nexo.

FototipoCaracterística
I–IIPele clara; sempre/quase sempre queima — alta suscetibilidade à UV
III–IVMorena clara/média; queima moderada a pouca
V–VIParda/negra; raramente ou nunca queima — baixa suscetibilidade à UV

13.Sistema Premium — Análise assistida por IA

Além dos módulos gratuitos de perícia, o sistema possui uma camada Premium que combina o motor determinístico com uma leitura técnica assistida por IA. Princípio inviolável: o escore e a classificação são calculados exclusivamente pelo motor determinístico; a IA produz apenas leitura consultiva, sempre rotulada e sujeita a verificação. A IA nunca altera, recalcula ou contradiz o escore, e não inventa jurisprudência, número CAS, artigo de lei ou CA de EPI.

Acesso, login e rodadas

Conta necessária

O acesso premium exige login. A autenticação usa código de uso único (OTP) enviado por e-mail. Cada plano dá direito a um número de rodadas por dia (cada chamada à IA consome 1 rodada); o saldo aparece no topo de cada página ("Rodadas restantes (hoje): X / Y"). Os planos definem o provedor de IA usado: planos básico/intermediário/avançado usam DeepSeek; o avançado_pro usa Claude (Anthropic). A chave de API é vinculada à conta e armazenada de forma criptografada.

💡 As rodadas limitam apenas a IA. O motor determinístico não consome rodada — o cálculo do escore é sempre livre.

Nova Análise — nova-analise.php

Motor + IA

Página principal da análise assistida. Roda o motor sobre o caso e, em seguida, a IA faz a leitura técnica do resultado. Aceita o caso de duas formas: (1) preenchimento manual dos campos (tipo de análise, função/CBO, empresa/CNAE, tempo de exposição e os campos de texto a–e); ou (2) upload de um arquivo JSON arrastado para a faixa no topo. Os cinco campos de texto (a. Descrição; b. Rotina; c. Agentes; d. Jurisprudência conhecida; e. EPIs/EPCs) são contextos livres que a IA lê junto com o resultado do motor — cada um tem contador independente de palavras.

⚠️ O campo "d. Jurisprudência" deve conter apenas referências que você já confirmou em fonte primária (TST/LexML). Não confie em súmulas citadas de memória.

Quesitos — quesitos.php

Somente IA

Ferramenta para trabalhar os quesitos periciais. Tem dois modos: "Gerar do banco" (a IA seleciona/adapta quesitos de um banco interno conforme o caso) e "Revisar os meus" (você cola seus quesitos e a IA aponta lacunas e sugere complementos do banco). Esta página não roda o motor — não há escore aqui, pois o objeto é a redação das perguntas, não a avaliação do caso. A IA apenas adapta/seleciona do banco; não cria fundamento legal novo.

Minuta de Laudo — minuta-laudo.php

Gera PDF

Monta uma minuta de laudo pericial em PDF a partir dos dados do caso e, opcionalmente, de um resultado de análise. No campo "Caso (JSON do motor/IA)" você cola o JSON de um resultado já produzido (com resultado_motor e/ou texto_ia); os demais campos (perito, processo, objeto, conclusão etc.) completam o documento. O resultado e a conclusão técnica vêm do motor — a IA apenas auxilia a redação ao redor, sem inventar fatos ou fundamentos.

Exportação — Baixar JSON e Gerar PDF

Novo

Após cada análise, a nova-analise.php e a quesitos.php exibem dois botões. Baixar JSON salva o conteúdo da análise (resultado do motor + leitura da IA) num arquivo .json reutilizável. Gerar PDF produz um documento com os dois blocos — o resultado determinístico do motor e a leitura assistida por IA — mais o aviso de ausência de validade legal. O PDF é gerado pelo Dompdf já incluído no sistema.

💡 Formato Word (.docx) ainda não é suportado — o sistema gera PDF e JSON. O JSON é o formato editável/reutilizável entre as janelas (ver seção 14).

14.Fluxo de arquivos JSON entre as janelas

O JSON é o formato de intercâmbio do sistema: é como um resultado produzido numa janela é levado para outra função. Há dois tipos de JSON, e entender a diferença evita o erro mais comum (subir o arquivo errado na página errada).

JSON de ENTRADA (o caso a analisar)

Entra no motor

Descreve o caso bruto, antes de qualquer cálculo. Tem chaves como funcao_cbo, empresa_cnae, tempo_exposicao_meses, cid10, agentes_ocupacionais (lista) e epis_fornecidos. É o que o motor precisa para calcular. Ao subir um arquivo desse tipo na nova-analise.php, o motor roda e produz o escore.

JSON de RESULTADO (a saída do motor)

Já calculado

É o que os módulos produzem ao final de uma análise. Tem chaves como escore_final, classificacao, escore_dimensoes, presuncoes_invocadas, fundamentacao_normativa e contexto_caso. Não deve ser reenviado ao motor (ele não recalcula a própria saída). Serve para a IA ler, para gerar a minuta, ou como registro do caso.

⚠️ Subir um JSON de RESULTADO esperando que o motor recalcule gera erro ("dados inválidos"). A nova-analise.php detecta automaticamente o tipo: se houver escore_final, trata como resultado (a IA lê, o motor não roda de novo); se houver agentes_ocupacionais e não houver escore, trata como entrada (o motor calcula).

Caminhos de uso entre as janelas

Referência

As setas abaixo resumem como um arquivo viaja entre as funções do sistema:

OrigemArquivoDestinoO que acontece
Módulo de perícia (free)JSON de RESULTADOdownload / arquivo do casoRegistro do cálculo determinístico
JSON de RESULTADOuploadnova-analise.phpMotor não roda; a IA faz a leitura do resultado
JSON de ENTRADAuploadnova-analise.phpMotor calcula o escore; depois a IA lê
JSON de RESULTADOcolar no campo "Caso"minuta-laudo.phpGera a minuta de laudo em PDF
nova-analise / quesitosBaixar JSONarquivo (motor + IA)Exporta a análise completa para reuso
nova-analise / quesitosGerar PDFdocumentoPDF com os dois blocos + aviso legal
💡 Regra prática: RESULTADO é para ler, registrar ou virar documento; ENTRADA é para calcular. Quando em dúvida, abra o arquivo: se ele já tem escore_final, é resultado.

📋 Track Log — Histórico de Mudanças

Registro cronológico das alterações realizadas no motor de análise e no sistema de análise. Cada entrada documenta o quê foi mudado, por quê e qual o impacto esperado.

Premium v0.1.1-alpha 2026-06-21
  • [Premium] Camada de análise assistida por IA
    O quê: Novas páginas nova-analise.php (motor + IA), quesitos.php (gerar/revisar quesitos via IA) e minuta-laudo.php (minuta em PDF). Login por OTP de e-mail, controle de rodadas/dia por plano e provedor de IA por plano (DeepSeek / Claude).
    Por quê: Agregar leitura técnica consultiva ao resultado determinístico, mantendo o escore como autoridade.
    Impacto: A IA é sempre consultiva e rotulada; nunca altera o escore nem inventa fundamentação. Documentado nas seções 13 e 14 deste manual.
  • [Premium] Exportação JSON e PDF; fluxo de JSON entre janelas
    O quê: Botões "Baixar JSON" e "Gerar PDF" (com os dois blocos: motor + IA) na nova-análise e nos quesitos. A nova-análise passou a aceitar tanto JSON de ENTRADA (motor calcula) quanto JSON de RESULTADO (a IA lê, sem recalcular), com detecção automática do tipo.
    Por quê: Permitir reuso dos resultados entre as funções do sistema e a geração de documentos.
    Impacto: PDF gerado pelo Dompdf já vendorizado. Word (.docx) não suportado nesta versão. Contadores de palavras corrigidos para serem independentes por campo.
v0.3.0 2026-06-09
  • [Documentação] Atualização de metodologia.html e manual-pericia.html
    O quê: Ambos os arquivos de documentação foram atualizados para refletir as funcionalidades introduzidas nas versões v0.2.0–v0.2.2, que não haviam sido documentadas:
    • metodologia.html — adicionadas: tabela de regimes de análise (nexo / insalubridade / ambos); seção completa do motor de insalubridade NR-15 com avaliação qualitativa e quantitativa; tabela de graus de insalubridade; seção "Análise com documentação clínica e laboratorial" com instrução de contato.
    • manual-pericia.html — adicionadas: seção 0 (Tipo de análise / regime); seção 11 (Insalubridade NR-15 — campos de medição e regras qualitativas); seção 7 (EPI) reescrita para o modelo por percentuais (v0.2.0); perfis de calibração e tons narrativos corrigidos para refletir os valores reais do formulário (Padrão / Conservador / Liberal; Neutro / Probatório / Defesa); TOC renumerado.
    Por quê: Os arquivos de documentação estavam desatualizados em relação ao formulário, o que poderia induzir erros de preenchimento (ex.: perfis de calibração inexistentes no formulário constavam no manual).
    Impacto: Apenas documentação — nenhum arquivo PHP, JSON ou JS alterado nesta entrada.
v0.2.2 2026-05-27
  • [CAS] Validação do dígito verificador (módulo-10) no frontend e backend
    O quê: Números CAS informados no campo de agente agora são validados pelo algoritmo oficial módulo-10 em dois pontos: (1) frontend — feedback visual em tempo real enquanto o perito digita (✓ verde / ✗ vermelho com mensagem); (2) backend — CarregadorBases::validarDigitoVerificadorCas() rejeita CAS inválidos antes de tentar resolver o agente, com aviso gravado em agentes_ocupacionais[idx].aviso na resposta.
    Por quê: Um número CAS digitado errado (ex.: troca de um dígito) passava silenciosamente pela resolução sem encontrar o agente, sem nenhum feedback ao perito. O erro só se revelava no resultado final como "agente não identificado".
    Impacto: O formulário bloqueia o submit enquanto há CAS inválido no campo. A resolução por CAS agora também cobre a Lista B (campo cas nos agentes_etiologicos), além da Lista A já existente.
  • [pericia.html] Restaurado link para manual de preenchimento
    O quê: O link 📖 Manual de preenchimento apontando para manual-pericia.html foi restaurado no cabeçalho de pericia.html, suprimido inadvertidamente em atualização anterior do servidor.
v0.2.1 2026-05-27
  • [D08 — Resíduos] Correção de limiar que suprimia flag de irregularidade ambiental
    O quê: O limiar do branch "gestão parcial" era >= 0.50. Com todos os campos marcados como "não informado" (null), o subscore era exatamente 0.50, caindo no branch errado e nunca disparando a flag irregularidade_ambiental_independente. Corrigido para > 0.50.
    Por quê: Score 0.50 = todos os campos neutros/não informados — situação de dúvida que deve favorecer o trabalhador e gerar o alerta de irregularidade, não ser tratada como gestão "parcialmente adequada".
    Impacto: Casos com todos os campos de resíduos em branco ou "NÃO" agora disparam corretamente a flag e a indicação de representação ao IBAMA/MP.
  • [MotorRelatorio] Narrativas das presunções agora interpolam dados reais do caso
    O quê: Reescrito MotorRelatorio.php para antepor a cada presunção invocada um prefixo contextual com: doença + CID-10, agente(s) causador(es), e dados específicos da presunção (força de associação, classificação IARC, intervalo NTEP, latência mínima, CID admissional, etc.).
    Por quê: As narrativas genéricas do JSON eram válidas como texto jurídico padrão mas não identificavam o caso concreto — o leitor precisava cruzar informações de outras seções para saber de qual doença/agente se tratava.
    Impacto: Cada bloco de presunção agora abre com "Caso: Doença (CID-10: XXX) | agente: Nome do agente" seguido da narrativa jurídica. Campo contexto_caso adicionado ao JSON de resposta da API para uso no frontend/PDF.
v0.2.0 2026-05-27
  • [D05 — EPI] Novo modelo de entrada por percentuais
    O quê: Substituída a lógica anterior (contagem de tipos de EPI vs. matriz interna) por dois percentuais informados diretamente pelo perito: epi_percentual_entregue (% do total que deveria ser entregue que efetivamente foi) e epi_percentual_ca_valido (% dos EPIs fornecidos com CA válido para o agente em questão).
    Por quê: A abordagem anterior dependia de uma matriz interna incompleta, criando ponto cego para agentes não mapeados. O perito tem acesso às fichas de entrega e pode calcular o percentual real com mais precisão e fundamentação documental.
    Impacto: Pontuação final de D05 = média ponderada (entrega 65% + CA válido 35%). Campo epi_calculo_descricao permite registrar o método de cálculo no relatório.
  • [D03 — Admissional] Correção da heurística cidsRelacionados
    O quê: Substituída heurística numérica simplificada (mesmo 1º caractere + diferença ≤ 10) por lookup na estrutura oficial do CID-10 (DATASUS/MS) usando grupos reais.
    Por quê: A heurística anterior produzia falsos positivos graves — ex.: C34 (brônquios) e C44 (pele) eram considerados "relacionados" como concausa predisponente, o que é clinicamente incorreto. Dois CIDs agora são considerados relacionados somente se pertencem ao mesmo grupo na classificação oficial.
    Impacto: Redução de falsos positivos em D03 (concausa predisponente). Requer arquivo data/cid10_estrutura.json (gerado dos CSVs DATASUS/MS — 22 capítulos, 275 grupos, 2045 categorias).
  • [AMP03 — Sinergia] Correção para somar todos os fatores aplicáveis
    O quê: Alterada a lógica de AMP03 de "pegar o maior fator" para "somar os deltas de todos os fatores aplicáveis" (ex.: dois fatores de 1.3 e 1.2 resultam em fator final 1.5, não 1.3).
    Por quê: A abordagem anterior subestimava o efeito combinado de múltiplas sinergias documentadas. A toxicologia ocupacional reconhece efeitos aditivos e sinérgicos cumulativos entre agentes, e cada sinergia identificada e confirmada deve contribuir para o amplificador final.
    Impacto: Em casos com múltiplas sinergias simultâneas (ex.: asbestos + tabagismo + sílica para mesotelioma), o fator amplificador será maior do que na versão anterior. O campo sinergias_aplicadas na resposta lista todas as sinergias individuais com seus fatores originais para rastreabilidade.
  • [Bases] Adicionada estrutura completa do CID-10
    O quê: Novo arquivo data/cid10_estrutura.json com hierarquia completa do CID-10: capítulos, grupos e categorias (fonte: DATASUS/MS, versão 2023). Novos métodos em CarregadorBases: cid10Estrutura(), cidCapitulo(), cidGrupo(), cidParaNum().
    Por quê: Base necessária para a correção de cidsRelacionados e futura expansão do motor para validação, autocomplete e categorização de CIDs.
    Impacto: Arquivos adicionados em data/: cid10_estrutura.json (~152 KB). Nenhum impacto em deploys existentes além da presença do arquivo.
v0.1.0-alpha 2026-05-22
  • Versão inicial — Fases 1 a 7 completas: motor de regras duras (P01-P08), escore evidenciário (D01-D10 + AMP01-AMP03), API REST (4 endpoints), frontend HTML/CSS/JS, geração de PDF (DomPDF), suite de 40 testes, páginas institucionais e documentação LGPD/Deploy.

Módulo de Insalubridade (NR-15) — caracterização de exposição a agentes insalubres. Formulário próprio, distinto do fluxo de Nexo Causal.

1.Identificação do caso

Dados de identificação do caso. Use alias (ex.: "Reclamante A", "Empresa X") — a análise é técnica e não depende da identidade real. Função e CBO aparecem apenas no relatório.

Campos

opcional
  • Função / CBO: ocupação e código (ex.: "Faxineiro · 5143-20"). Descritivo, não altera o escore.
  • CNAE: atividade econômica (ex.: "81.21-4-00"). Descritivo.

2.Agentes declarados

Agentes químicos (Anexos 11, 13, 13-A) e qualitativos (frio, umidade, biológicos…). Informe o nome ou o número CAS. Para químicos, o CAS é mais preciso — nome ambíguo pede CAS.

Campos do agente

  • Nome do agente: ex.: "Ruído", "Calor", "Sílica cristalina", "Benzeno", "Cloro". Qualitativos podem ser nomeados (ex.: "Umidade excessiva").
  • CAS: número CAS do químico (ex.: cloro = 7782-50-5). Recomendado para evitar ambiguidade.
  • Concentração: valor medido com unidade (ex.: "1.2 ppm", "0,5 mg/m³"). Usado na avaliação quantitativa do Anexo 11. O resultado exibe o valor sem ambiguidade (ex.: "1 ppm (um ppm)").
  • Forma: bruto/concentrado ou diluído — afeta álcalis e ácidos.
  • Adicionar por atividade (Anexo 13/14): entrada por operação descrita na NR-15.

3.Habitualidade e EPI

Requisito do adicional. Em branco = não assumido (conservador).

Campos

  • Habitualidade / permanência: exposição habitual e permanente é requisito do adicional. Eventual/intermitente pode descaracterizar.
  • EPI (modo simplificado / legado): percentuais de entrega e CA válido. Para análise rigorosa, use a seção 3b.

3b.EPIs declarados (granular)

Cada EPI com seus requisitos — alimenta a neutralização. Nenhum EPI declarado = nenhuma neutralização (presunção contra). Cancerígenos (Anexos 13/13-A) e benzeno nunca são neutralizados.

Requisitos por EPI

  • CA válido: o Certificado de Aprovação está vigente?
  • Adequado ao agente: protege contra este agente? Luva mecânica não protege contra químico.
  • Uso efetivo: há comprovação de uso habitual? (Súmula 80 TST). O fornecimento não basta (Súmula 289 TST).
  • Troca: adequada / parcial / insuficiente.
  • Advertências por não-uso: bloqueiam a neutralização limpa.
  • NRRsf (protetor auditivo): atenuação do CA. O motor aplica derating e mostra cenários com e sem EPI; decisão cabe ao perito.

4.Medições — agentes físicos

Anexos 1, 2, 3, 8. Preencha apenas o que houver de medição. Valores aparecem sem ambiguidade no resultado.

Campos de medição

  • Ruído contínuo dB(A): nível para a dose do Anexo 1. Com protetor (3b), o motor mostra cenários sem-EPI e com-EPI.
  • Ruído de impacto dB: pico (Anexo 2).
  • Calor IBUTG (°C) + taxa metabólica (W): Anexo 3 — gatilho é o limite de exposição.
  • Vibração (tipo, aren m/s², VDVR): Anexo 8.

5.Parâmetros específicos

Parâmetros que ajustam a avaliação conforme o caso concreto. Só os campos preenchidos entram na análise.

Resultado

A caracterização e o grau (mínimo 10% / médio 20% / máximo 40%) são determinísticos. A análise é preliminar e não substitui laudo pericial com inspeção do local (art. 195 CLT).

Sistema Sigillum de Análise Técnica — Veicular · Triagem Técnica de Vícios Ocultos e Adulterações

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Como o sistema funciona

⚠ Triagem técnica preliminar — sem validade legal. Este sistema produz diagnóstico técnico de suporte à decisão. O laudo com efeito jurídico exige Engenheiro Mecânico ou Automotivo habilitado, com registro ativo no CREA e emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). "Não recomendar perícia" é um resultado legítimo e esperado.

O Sigillum Veicular aplica um motor de regras determinístico sobre os dados do caso. O sistema não usa inteligência artificial para calcular pontuações — a mesma entrada sempre produz a mesma saída. A IA, quando presente em versões futuras, atuará apenas na interpretação do texto descritivo e na redação da narrativa, nunca no cálculo do escore.

O fluxo de processamento é:

  1. Coleta de dados — você preenche o formulário com os fatos do caso.
  2. Avaliação de red flags — o motor verifica regras determinísticas de alerta (adulteração, fraude, omissão). Nenhuma dessas regras envolve juízo subjetivo.
  3. Cálculo de dimensões — seis dimensões (V01–V06) recebem pontuação de 0 a 100 com base nas respostas.
  4. Escore global — média ponderada das dimensões, resultando em 0–100.
  5. Classificação por banda — o escore é enquadrado em uma de cinco bandas, incluindo a banda "não recomenda perícia".
  6. Apêndice de proveniência — cada conclusão é rastreada à sua origem: quesito, norma ou dado informado.
💡 Princípio anti-captação. O sistema nunca tem como único veredito possível a indicação de perícia paga. Casos com evidências insuficientes recebem a banda "Não recomenda perícia" e nenhum lead comercial é gerado.
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Tipo de caso e perfil de calibração

O tipo de caso define quais quesitos o motor avalia e quais normas são invocadas. Selecione sempre o mais específico.

TipoDescriçãoBase legal principal
Vício ocultoDefeito não aparente no ato da compra, manifesto no uso normal. O vendedor pode não ter ciência.CDC art. 18; CC art. 441
Adulteração / clonagemAlteração fraudulenta de identificadores do veículo (chassi, placa, RENAVAM). Sempre envolve elemento criminal.CTB art. 311
Fraude de hodômetroAlteração do registrador de quilometragem para reduzir quilometragem aparente.CDC art. 66; CONTRAN 891/2021
Sinistro omitidoHistórico de colisão, encharcamento ou perda total não informado na venda.CDC art. 31; CC art. 147

O perfil de calibração ajusta como o motor interpreta presunções legais. O escore factual (dimensões V01–V06) é idêntico em todos os perfis — a simetria é garantida pelo sistema. Apenas a interpretação legal e a narrativa variam.

PerfilComportamento
NeutroAnálise simétrica. Apresenta todas as duplas leituras sem tomar partido.
Consumidor (CDC)Aplica presunções pro homine do CDC: inversão do ônus da prova, interpretação favorável ao vulnerável.
SeguradoraRigor probatório elevado. Exige prova robusta para cada conclusão; reduz o peso de indícios.
Simetria do sistema: o mesmo caso com perfil "consumidor" e com perfil "seguradora" produz os mesmos fatos pontuados (dimensões V01–V06 idênticas). O que difere é apenas a leitura normativa exibida na narrativa e nas duplas leituras.
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Identificação do veículo

Os dados de identificação são usados para correlacionar com alertas de adulteração e para compor o cabeçalho do relatório.

CampoOnde encontrarImportância pericial
RENAVAM CRLV digital (app DETRAN); Certificado de Registro e Licenciamento Permite consulta de histórico de leilões, multas, recalls e transferências. Divergência entre RENAVAM e chassi é red flag.
Chassi (VIN) Três posições: painel (canto inf. do para-brisa), coluna A do motorista, compartimento do motor O VIN tem 17 caracteres padronizados (ISO 3779). Divergência entre as três posições é red flag crítico de adulteração.
Ano fab. / Ano modelo CRLV; nota fiscal da fábrica (para veículos novos) Divergência entre ano de fabricação e ano-modelo pode indicar veículo "requentado" (modelo novo, plataforma antiga) — relevante para vícios de projeto.
💡 Decodificação do VIN — O 10º caractere do VIN indica o ano-modelo (A=1980, B=1981 ... Y=2000, 1=2001 ... K=2019, L=2020, M=2021, N=2022, P=2023, R=2024). O 9º caractere é dígito verificador. Ferramentas gratuitas: decodethis.com

📍 Consultas oficiais: SENATRAN/SERPRO · DETRAN do estado · CRLV digital

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Vínculo contratual e aquisição

O tipo de aquisição determina quem responde e sob qual regime legal.

TipoRegime aplicávelResponsabilidade
Concessionária autorizadaCDC (relação de consumo)Solidária: fabricante + concessionária (CDC art. 18)
Revendedor / Loja multimarcasCDC (relação de consumo)Revendedor responde solidariamente; importador se aplicável
Compra de particularCC (vício redibitório)Apenas vendedor direto; prazo 6 meses (CC art. 445)
Leilão (declarado)CC — cláusula "no estado"Muito limitada; leilões com nota de perda total excluem vícios
Saída de locadoraCDC (relação de consumo)Locadora como fornecedor; histórico de uso intensivo esperado
Garantia de fábrica e Lei 13.874/2019
A Lei de Liberdade Econômica (13.874/2019) garante que revisões realizadas fora da rede autorizada não invalidam a garantia do fabricante, desde que usadas peças e serviços de especificação equivalente e com documentação adequada. A negativa de garantia por esse motivo é prática expressamente vedada.
KM na data da compra — por que é crítico
A quilometragem registrada na data da compra é a linha de base para o cálculo do nexo temporal por KM (dimensão V01). Sem esse dado, o motor usa apenas as datas. Se ambos estiverem disponíveis, o motor usa o par mais favorável à análise técnica.
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Vício alegado

Esta é a seção de maior impacto no nexo temporal (dimensão V01). Preencha com precisão.

CampoO que registrar
Sistema afetadoComponente principal do defeito. Use a categorização do formulário; ela mapeia para os quesitos técnicos relevantes.
Data da manifestaçãoPrimeira vez que o defeito foi perceptível. Se houve OS de reparo anterior, use a data da OS mais antiga.
KM na manifestaçãoHodômetro na primeira manifestação. Consta na OS de reparo ou pode ser estimado pelo histórico de abastecimento.
DescriçãoSeja objetivo: sintomas, condições de ocorrência, frequência, impacto na segurança. Evite julgamentos de valor ("defeito absurdo"); registre fatos técnicos.
Custo estimadoUse orçamento de oficina ou laudo técnico. Alimenta a dimensão V06 (reparabilidade econômica).
Regra dos 15% (CDC art. 18 §1º II): se o custo de reparo superar 15% do valor de mercado do bem, o CDC faculta ao consumidor — alternativamente à reparação — a substituição do produto ou a restituição do valor pago.

Exemplos de descrição objetiva:

  • Motor: "Ruído de batimento metálico na aceleração acima de 3.000 rpm, presente desde 3.500 km rodados após a compra. Scanner OBD-II registrou código P0300 (falha de ignição aleatória) com data e hodômetro internos."
  • Câmbio: "Câmbio automático não engata 3ª marcha após aquecimento do fluido. Falha documentada em OS da concessionária em duas ocasiões distintas, sem solução definitiva."
  • Funilaria: "Espessura de tinta no para-choque traseiro: 210 µm (versus 95 µm nas demais peças), indicando reparo de funilaria não declarado na venda."
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Documentação disponível

A seleção de documentos alimenta diretamente a dimensão V02 (consistência probatória). Selecione apenas o que efetivamente está em mãos — não marque o que "deveria existir".

DocumentoRelevânciaPeso V02Onde obter
Nota fiscal / Recibo de compraProva o preço pago, data e partes contratantes. Essencial para calcular base de indenização.AltoVendedor é obrigado a fornecer (CDC art. 50); Receita Federal (NF-e).
OS de reparoDocumenta a manifestação do vício, data e KM. É a prova mais objetiva do problema.AltoOficina credenciada; concessionária.
Laudo cautelarAvaliação técnica pré-compra. Se não registrou o vício, reforça a tese de que era oculto.AltoEngenheiro automotivo antes da compra; associações de peritos.
Leitura OBD-IIScanner diagnóstico registra falhas com data e KM internos aos módulos eletrônicos. Evidência objetiva difícil de manipular.Médio-altoOficinas; autoelétricos; scanner portátil (ELM327).
Medição de espessura de tintaEspessurômetro magnético revela reparo de funilaria. Referência OEM: 80–120 µm.Médio-altoPeritos automotivos; empresas de cautelar.
Histórico DETRANMultas, transferências, licenciamento. Permite detectar padrão suspeito de repassagem rápida.Médiodetran.XX.gov.br
Histórico de sinistrosRegistros de seguradoras. Identifica perda total, encharcamento ou colisões graves.MédioSENATRAN/SERPRO; seguradora do veículo.
Laudo técnico de engenheiroProva técnica produzida. Tem maior peso processual por ser subscrita por profissional habilitado.Muito altoEngenheiro Mecânico/Automotivo com CREA/ART.
Cotação FIPEValor de mercado na data da compra. Base para cálculo de desvalorização e teto de indenização.Baixofipe.org.br
Manual com carimbosComprova histórico de manutenção preventiva. Protege fabricante se revisões foram feitas; protege consumidor se não foram.BaixoManual do proprietário (caderneta de revisões).
Fotos e vídeosDocumentação visual do vício. Reforça a narrativa, mas não substitui evidência técnica.BaixoSmartphone; perícia fotográfica.
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Histórico do veículo e red flags

Esta seção avalia regras determinísticas de alerta. As condições são avaliadas pelo motor sem nenhum juízo subjetivo: se a condição estiver presente, o alerta é ativado.

AlertaSeveridadeCondição de ativaçãoImplicação
A01 — Chassi com sinais de regravação CRÍTICA Campo "Sinais de regravação do chassi" = Sim Crime previsto no CTB art. 311 (reclusão 3–6 anos). O negócio jurídico pode ser nulo por objeto ilícito (CC art. 166 II). Encaminhamento à autoridade policial é recomendado independentemente da via cível.
A02 — Divergência KM painel × módulo eletrônico ALTA Campo "KM painel difere de módulo OBD" = Sim Os módulos ECU, ABS e airbag guardam registros de KM independentes. Fraude de odômetro é infração ao CDC art. 66 e pode configurar estelionato (CP art. 171).
A03 — Histórico de leilão omitido ALTA "Histórico de leilão declarado" = Não, mas existe Omissão dolosa de informação relevante configura vício de informação (CDC art. 31) e dolo por omissão (CC art. 147). Fundamenta pedido de rescisão por vício de consentimento.
A04 — Airbag inoperante ALTA "Airbag reposto com tampa cega" = Sim Sistema de segurança passiva comprometido. Vício de segurança com responsabilidade objetiva do fornecedor (CDC art. 12). Risco à vida.
A05 — Tinta heterogênea MÉDIA "Espessura de tinta heterogênea" = Sim (>30% variação) Indicativo de reparo de funilaria não declarado. Pode revelar colisão ou encharcamento omitido. Referência: variação >30 µm em painéis adjacentes é tecnicamente significativa.
A06 — Múltiplos proprietários MÉDIA Número de proprietários ≥ 3 Três ou mais transferências é padrão pericial associado a veículos com histórico problemático sendo repassados. Indica investigação aprofundada.
Atenção — Red flag A01 (regravação de chassi): se confirmado, o caso extrapola a esfera cível e envolve o tipo penal do CTB art. 311. O laudo de engenheiro é necessário para a prova técnica; a Polícia Civil tem competência para investigação e apreensão do veículo.
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Inspeção física e diagnóstico técnico

Os campos desta seção alimentam principalmente a dimensão V03 (evidência técnica). São os dados de maior densidade probatória.

Laudo cautelar
A cautelar é a avaliação técnica realizada antes da compra. Sua ausência não impede a ação, mas se realizada e não registrou o vício, isso reforça fortemente a tese de que era oculto — o vício não era aparente nem a um perito especializado no momento da compra.
OBD-II (On-Board Diagnostics)
O scanner OBD-II acessa os módulos eletrônicos do veículo e lê os códigos de falha (DTC — Diagnostic Trouble Code) armazenados. Os registros contêm data, hodômetro e frequência da falha — evidência objetiva que independe do relato do proprietário. Equipamentos de baixo custo (ELM327 via Bluetooth) permitem leitura pelo celular.
Código OBDSistemaSignificado comum
P0300MotorFalha de ignição aleatória — desgaste de bujias, bobinas ou injetores
P0171 / P0174MotorMistura pobre no banco 1/2 — vazamento de admissão, sensor MAF
U0100Rede CANPerda de comunicação com ECU — falha elétrica grave
C0031–C0044ABS/FreiosFalha de sensor de roda — comprometimento do ABS
B0001–B0099AirbagFalha no sistema de air bag — segurança passiva comprometida
Revisões em rede autorizada
As revisões documentadas na rede protegem o consumidor ao comprovar que o veículo foi mantido conforme as especificações do fabricante. Lei 13.874/2019: revisões fora da rede NÃO invalidam a garantia se as especificações técnicas forem seguidas e documentadas. A negativa de garantia por esse motivo é prática vedada.
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Dimensões do escore técnico

O escore global é calculado pela média ponderada de seis dimensões. Cada dimensão pontua de 0 a 100; o peso de cada uma na pontuação final está indicado abaixo.

IDDimensãoPesoO que avaliaPrincipais insumos
V01 Nexo temporal 25% Compatibilidade do intervalo compra → manifestação com a hipótese de vício preexistente Data de compra, data da manifestação, KM na compra, KM na manifestação
V02 Consistência probatória 25% Qualidade e diversidade da documentação disponível Checklist de documentos (seção 5)
V03 Evidência técnica 20% Dados objetivos produzidos por avaliação técnica especializada Cautelar, OBD-II, laudo de engenheiro
V04 Responsabilidade do fornecedor 15% Grau de imputabilidade ao vendedor com base nas provas e no tipo de aquisição Tipo de aquisição, garantia, revisões, perfil
V05 Red flags 10% Alertas determinísticos de adulteração ou fraude (seção 6) Regras A01–A06
V06 Reparabilidade econômica 5% Proporcionalidade do custo de reparo frente ao valor pago Custo estimado de reparo, valor pago
Todos os pesos marcados "validar_perito" até homologação por corpo de engenheiros periciais. O sistema propõe um ponto de partida baseado em hierarquização multicritério; os pesos finais devem ser ratificados por profissionais do campo.
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Bandas de resultado

O escore global (0–100) é enquadrado em uma das cinco bandas abaixo. A banda determina o texto da recomendação.

BandaEscoreSignificadoAção típica
Não recomenda perícia 0 – 24 Evidências insuficientes para fundamentar ação ou perícia formal Completar documentação; reanalisar. Nenhum lead gerado.
Evidências insuficientes 25 – 44 Há indícios, sem consistência técnica suficiente para laudo conclusivo Perícia pode ser indicada para produzir prova; resultado incerto
Fundamento parcial 45 – 59 Fundamento técnico parcial; perícia para consolidar a prova Perícia indicada para instrução processual
Fundamento moderado 60 – 77 Fundamento técnico consistente Perícia formal recomendada para instrução processual
Fundamento robusto 78 – 100 Conjunto probatório técnico robusto; forte indicação de vício preexistente Perícia recomendada; fundamento sólido para ação
💡 Regra anti-captação: a banda "Não recomenda perícia" é um resultado técnico legítimo. O sistema não pode ter como único veredito possível a indicação de perícia paga. Quando esta banda é atingida, nenhum encaminhamento comercial ocorre.
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Pontos legais em dupla leitura

Alguns pontos do direito veicular são juridicamente contestados — a jurisprudência divide-se ou há interpretações concorrentes consolidadas. O sistema os apresenta sempre em dupla leitura, sem escolher uma perspectiva, independentemente do perfil de calibração.

Consumidor (pro homine)

CDC art. 18 — prazo decadencial: conta a partir da ciência do vício; vícios ocultos têm prazo contado da manifestação efetiva, não da compra. STJ AgInt no AREsp 1.374.642/SP.

Fornecedor (rigor processual)

O prazo de 90 dias é fatal; superado sem notificação formal, extingue-se o direito. A manifestação deve ser inequívoca e documentada.

Consumidor — compra entre particulares

Mesmo sem relação de consumo formal, o CDC pode ser invocado se o vendedor agiu profissionalmente ou ocultou defeito de má-fé. Cabe ao juiz avaliar.

Vendedor particular

Fora da relação de consumo, aplica-se apenas o CC arts. 441–446; prazo de 6 meses (bem móvel); a responsabilidade exige prova de conhecimento do vício pelo vendedor.

Consumidor — base de cálculo FIPE

A tabela FIPE na data da propositura da ação reflete o valor atual do mercado, que pode ser superior ao da data do sinistro por inflação e escassez.

Seguradora / fornecedor

A base de cálculo deve ser a tabela FIPE na data da aquisição ou do sinistro, evitando enriquecimento sem causa. Princípio indenitário (CC art. 884).

As duplas leituras são incorporadas automaticamente ao relatório gerado pelo sistema.

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Apêndice de proveniência

Toda conclusão do sistema é rastreável à sua origem: quesito preenchido, norma datada ou dado informado. O apêndice de proveniência aparece ao final de todo relatório e lista, para cada dimensão, qual dado originou qual pontuação.

Exemplo de entrada de proveniência:

V01 · Quesito: data_compra × data_vicio
Manifestação em 28 dias após a compra — dentro do prazo de 90 dias do CDC art. 18 §3º. [Pontuação: 90/100]
V03 · Documento: laudo técnico
Laudo de engenheiro disponível — prova técnica produzida. [Pontuação acumulada: +30]
V05 · Alertas: A02, A03
2 red flags ativados (divergência KM + histórico de leilão omitido). Detalhes na seção de alertas.

O apêndice nunca é omitido do relatório. Sua presença é o que distingue esta triagem de uma opinião subjetiva.

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Princípios de justiça do sistema

O Sigillum Veicular foi projetado para ser justo por construção, não por política. Os quatro princípios abaixo não são aspirações — são propriedades verificáveis do motor.

1. Determinismo
A mesma entrada produz a mesma saída, sempre. O motor de regras é puramente determinístico; não há aleatoriedade, não há modelo probabilístico no cálculo do escore. Qualquer pessoa com os mesmos dados chega ao mesmo resultado.
2. Simetria
O mesmo caso, analisado pelo perfil "consumidor" e pelo perfil "seguradora", produz dimensões V01–V06 idênticas. A rubrica de pontuação não sabe quem encomendou a análise. O que diferem são apenas as duplas leituras e a narrativa — não os fatos pontuados.
3. Proveniência total
Nenhuma conclusão é "órfã". Cada ponto do escore e cada alerta é rastreado à sua origem: quesito preenchido, norma datada ou dado informado. O relatório inclui obrigatoriamente o apêndice de proveniência.
4. Anti-captação
"Não recomendar perícia" é um resultado legítimo e esperado. O sistema não pode ter como único veredito possível a indicação de um serviço pago. Casos com evidências insuficientes recebem a banda correspondente, e nenhum encaminhamento comercial é gerado.
Referências técnicas marcadas {REF_TECNICA}: valores específicos do fabricante (OEM) — torques, espessuras nominais, limites de vida útil por modelo — não são presumidos nem inventados pelo sistema. Onde são necessários, aparecem marcados para validação pelo engenheiro perito que assina o laudo.
Limitações conhecidas da versão MVP:
  • Apenas o modal automotivo está ativo. Modais aeronáutico, naval, agrícola e motocicleta estão previstos em versões futuras.
  • Apenas o tipo de caso vício oculto tem motor completo. Adulteração, fraude de hodômetro e sinistro omitido têm avaliação parcial baseada nos red flags.
  • Os pesos das dimensões estão marcados "validar_perito" — são pontos de partida a serem homologados por corpo de engenheiros.
  • A valoração de mercado ancora na FIPE consultada pelo usuário, não em integração automática — o usuário deve consultar e informar o valor.