⚑ Antes de preencher: anonimize os dados — é responsabilidade sua
O sistema pseudonimiza internamente, mas o dado que você digita é de sua responsabilidade. A análise é técnica e não depende da identidade real de pessoas, empresas ou processos. Por isso:
- Não insira nomes reais de partes, clientes ou pacientes, número de processo, CPF/CNPJ ou dados médicos identificáveis.
- Crie alias (nomes fictícios) para elevar o sigilo. O motor avalia exposição, nexo ou vícios — não a pessoa.
0.Tipo de análise — regime de avaliação
O primeiro passo é selecionar o regime de análise. Essa escolha determina quais campos são obrigatórios, quais motores serão ativados e quantos PDFs serão gerados. Os campos exibem marcação visual conforme o regime ativo: obrigatório (borda dourada ★), opcional ou irrelevante (opacidade reduzida).
Nexo causal / concausa
CID-10 obrigatórioAvalia o vínculo causal entre uma doença (CID-10) e a exposição ocupacional a agentes físicos, químicos ou biológicos. Produz um laudo de nexo com escore evidenciário ponderado (D01–D10), presunções legais (P01–P08) e amplificadores (AMP01–AMP03). Indicado para: ações trabalhistas, perícias do INSS (B91), CAT, benefícios previdenciários.
Insalubridade (NR-15)
CID-10 não exigidoCaracteriza o direito ao adicional de insalubridade (art. 192 CLT) aplicando os Anexos da NR-15. Independe de diagnóstico médico — basta a existência de exposição habitual e permanente ao agente. O motor realiza avaliação qualitativa (Anexos 6, 13, 14) ou quantitativa (ruído, calor IBUTG, vibração, concentração de químicos). Indicado para: laudos de insalubridade, impugnação ou concessão de adicional, auditoria de folha de pagamento.
| Campo de medição | Unidade | Limite NR-15 de referência |
|---|---|---|
| Ruído | dB(A) | 85 dB(A) para 8 h (Anexo 1) |
| Calor (IBUTG) | °C | Varia conforme taxa metabólica (Anexo 3) |
| Concentração química | ppm ou mg/m³ | Limite de tolerância do Anexo 11 |
1.Identificação do trabalhador
Dados pessoais do trabalhador. Esses dados são anonimizados nos registros estatísticos do sistema e não aparecem no laudo exportado se a opção de anonimização estiver ativa.
Nome
OpcionalNome completo do trabalhador. Pode ser substituído por iniciais ou código para anonimização.
Idade / Sexo / UF / Município
ImportanteUtilizados para contextualização epidemiológica e comparação com dados de prevalência do NTEP por região.
| Campo | Exemplos |
|---|---|
| Idade | 38, 52, 61 |
| UF | RS, SP, MG |
| Município | Nova Prata, Porto Alegre, São Paulo |
2.Vínculo empregatício
Dados do vínculo são fundamentais para o cruzamento com a tabela NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário) do INSS, que é baseada em pares CNAE × CID-10.
CNAE 2.0
ObrigatórioClassificação Nacional de Atividades Econômicas. O sistema usa apenas os 4 primeiros dígitos (subclasse) para o cruzamento NTEP. Pode ser obtido na certidão CNPJ da empresa no site da Receita Federal.
| Código | Descrição | Setor |
|---|---|---|
3600-6 | Captação, tratamento e distribuição de água | Saneamento |
8610-1 | Atividades de atendimento hospitalar | Saúde |
2011-8 | Fabricação de cloro e álcalis | Química |
0810-0 | Extração de pedra, areia e argila | Mineração |
4120-4 | Construção de edifícios | Construção civil |
Código CBO da função
ObrigatórioClassificação Brasileira de Ocupações. Código de 6 dígitos que identifica a função exercida. Consta na CTPS digital, no eSocial, no PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e na RAIS.
| Código CBO | Ocupação |
|---|---|
202410 | Químico (todas as áreas) |
203010 | Biólogo |
322205 | Técnico de laboratório (análises clínicas) |
515305 | Auxiliar de laboratório de análises clínicas |
717020 | Operador de estação de tratamento de água e efluentes |
Tempo de exposição (meses)
ImportanteCalcule a diferença entre a data de admissão e a data de demissão (ou diagnóstico). O sistema usa esse valor para avaliar critérios de latência mínima por tipo de doença.
| Período | Meses |
|---|---|
| 6 meses | 6 |
| 2 anos | 24 |
| 7 anos (como no caso arsênio/CORSAN) | 84 |
| 15 anos | 180 |
3.Doença em discussão
O CID-10 é o campo mais crítico do sistema. É ele que alimenta o cruzamento NTEP e define quais presunções legais são invocadas automaticamente.
CID-10 *
ObrigatórioCódigo da Classificação Internacional de Doenças (10ª revisão). Formato: Letra + 2 dígitos (opcionalmente .subdígito). Consta no atestado médico, laudo diagnóstico ou relatório de alta hospitalar.
| CID-10 | Descrição | Nexo NTEP comum |
|---|---|---|
C44.0 | Câncer de pele — neoplasia maligna da pele do lábio | Arsênio, UV, alcatrão |
C44.3 | Carcinoma basocelular — outras partes da face | Arsênio, radiação UV |
J45 | Asma | Isocianatos, poeiras vegetais |
M54.5 | Dor lombar baixa | Movimentação de cargas, vibração |
G62.2 | Polineuropatia induzida por outras substâncias tóxicas | Solventes orgânicos, metais pesados |
F32 | Episódio depressivo | Assédio moral, organofosforados |
4.Agentes ocupacionais — CAS obrigatório
Lista dos agentes químicos, físicos ou biológicos a que o trabalhador esteve exposto. O número CAS (Chemical Abstracts Service) é a identificação internacional única de cada substância química e deve ser informado sempre que disponível. Ele consta na FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico — ABNT NBR 14725) do produto utilizado.
Agente + Número CAS
ObrigatórioInforme o nome do agente e, preferencialmente, o número CAS. Para agentes físicos (ruído, vibração, calor) ou ergonômicos, o CAS não se aplica — indique "N/A".
| Agente | CAS | Doenças associadas (LINACH) |
|---|---|---|
| Arsenito de sódio | 7784-46-5 | C44 (pele), C22 (fígado), C34 (pulmão) |
| Arsênio e compostos inorgânicos | 7440-38-2 | C44, C34, C22, C67 (bexiga) |
| Sílica livre cristalina (quartzo) | 14808-60-7 | J62 (silicose), C34 (pulmão) |
| Benzeno | 71-43-2 | C91–C95 (leucemias), D46 |
| Amianto (crisotila) | 12001-29-5 | C45 (mesotelioma), J61, C34 |
| Chumbo e compostos inorgânicos | 7439-92-1 | G62.2, N18, J68 |
| Cromo hexavalente | 18540-29-9 | C34, C31 (nariz/seios paranasais) |
| Ruído contínuo/intermitente | N/A (físico) | H83.3 (PAIR) |
| Vibração mão-braço | N/A (físico) | M72.2, G54.2 |
5.Fatores extra-laborais
Concausas são fatores fora do trabalho que podem ter contribuído para a doença. Sua presença não elimina o nexo causal ocupacional, mas pode influenciar o percentual de responsabilidade do empregador.
Exemplos de concausas
Opcional| Fator | CAS (se aplicável) | Observação |
|---|---|---|
| Tabagismo | N/A (hábito) | Co-carcinógeno para C34, C44 |
| Etilismo crônico | N/A | Co-fator hepático, neurológico |
| Exposição solar de lazer (UV) | N/A (físico) | Co-fator para C44 |
| Agrotóxico de uso doméstico (glifosato) | 1071-83-6 | Relevante em agricultores |
| Obesidade / sedentarismo | N/A | Co-fator cardiovascular, M54 |
6.PCMSO e exames ocupacionais
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (NR-7) exige exames admissional, periódico, de retorno ao trabalho e demissional. A ausência ou inadequação desses exames é um fator agravante da responsabilidade do empregador.
Campos de Sim / Não / — (não informado)
ImportanteResponda com base nos documentos disponíveis: ASO (Atestado de Saúde Ocupacional), prontuário do SESI/SESC, cópia do PCMSO. Use — quando o documento não estiver disponível.
| Campo | Onde verificar |
|---|---|
| Exame admissional realizado | ASO de admissão (deve constar "Apto") |
| Doença pré-existente detectada | CID no ASO admissional; anamnese do médico do trabalho |
| PCMSO contempla o agente | Documento do PCMSO vigente — solicitar ao RH |
| PGR atualizado | Programa de Gerenciamento de Riscos (NR-1 rev. 2021) |
| Exame demissional realizado | ASO demissional (obrigatório na rescisão) |
| Demissional comparativo realizado | Confronto com admissional — NR-7 item 7.5.1 |
7.EPIs fornecidos
A seção de EPIs utiliza um modelo por percentuais (v0.2.0). O perito informa diretamente a proporção de EPIs entregues e a validade dos Certificados de Aprovação (CA), com base nos documentos disponíveis. A simples entrega não é suficiente — o EPI precisa ser adequado ao risco, ter CA válido e ter seu uso monitorado (NR-6).
% EPIs efetivamente entregues
ImportanteRelação entre o total de EPIs efetivamente entregues (conforme FRE assinado) e o total que deveria ter sido entregue no período. Calcule: (entregue ÷ devido) × 100.
| Faixa | Pontuação D05 |
|---|---|
| ≥ 95% | EPI adequado (baixa pontuação — favorece empregador) |
| 70–94% | EPI parcial |
| 40–69% | EPI insuficiente |
| < 40% | EPI gravemente insuficiente (pontuação máxima) |
| Em branco | Presunção de ausência contra o empregador |
% EPIs com CA válido para o agente
ImportanteDos EPIs fornecidos, qual percentual possui CA emitido pelo MTE, dentro do prazo de validade e específico para o agente causador.
| Faixa | Pontuação D05 |
|---|---|
| ≥ 90% | CA adequado |
| 60–89% | CA parcial |
| < 60% | CA insuficiente |
Exemplos de EPI por agente
Referência| Agente | EPI adequado | Observação |
|---|---|---|
| Arsênio inorgânico (vapores/poeiras) | Respirador P100 + luvas nitrila + avental impermeável | Meia-face ou peça facial inteira |
| Sílica (poeiras) | Respirador PFF2 ou PFF3 | CA obrigatório; PFF1 é insuficiente |
| Ruído > 85 dB(A) | Protetor auricular (concha ou plug) | NHO 01 FUNDACENTRO |
| Benzeno / solventes | Respirador com cartucho orgânico + luvas neoprene | NR-15 Anexo 13-A |
| Calor extremo | Vestimenta aluminizada, luvas térmicas | IBUTG conforme NR-15 Anexo 3 |
8.Treinamento e capacitação
Qualificação do treinamento
Importante| Opção | Significado |
|---|---|
| Nenhum | Não houve treinamento documentado |
| Genérico | Treinamento de integração sem especificidade ao agente |
| Específico ao agente | Treinamento com conteúdo sobre o agente e seus riscos (NR-9 / NR-26) |
| Certificado reconhecido | Treinamento com certificação (ex.: CIPA, NR-35, NR-10) |
9.Histórico ocupacional
Proporção do tempo no empregador atual
ImportanteSe o trabalhador teve múltiplos empregos com o mesmo agente, informe a fração correspondente ao empregador em análise. Valor entre 0.0 e 1.0.
| Situação | Valor |
|---|---|
| Único empregador (todo o tempo de exposição) | 1.0 |
| Dois empregadores com exposição igual | 0.5 |
| 7 de 10 anos neste empregador | 0.7 |
| 3 meses de 24 meses totais | 0.125 |
10.Gestão de resíduos (NR-25 / PNRS)
Aplicável a setores que geram resíduos químicos, biológicos ou perigosos. A inadequação na gestão é um indicador independente de irregularidade ambiental e pode reforçar o nexo causal.
MTR e destinação documentada
Opcional| Campo | Referência legal |
|---|---|
| MTR registrados (Manifesto de Transporte de Resíduos) | CONAMA 313/02; SINIR/IBAMA |
| PGR contempla agentes específicos | NR-1 (2021); NR-25 |
| Treinamento NR-25 | NR-25 item 25.4 |
| EPI específico para resíduos | NR-6 + laudo do PGR |
| FDS conforme ABNT NBR 14725 | ABNT NBR 14725-3:2012 |
11.Insalubridade (NR-15)
Nota: a insalubridade deixou de fazer parte do fluxo de Nexo — o regime de nexo é agora nexo-only. A análise de insalubridade (NR-15) tem módulo e formulário próprios: veja a aba Insalubridade (NR-15) deste manual, ou o módulo /insalubridade/ do sistema. Os campos de exposição habitual e de medição quantitativa (ruído, IBUTG, concentração química) são preenchidos lá.
12.Parâmetros da análise
Perfil de calibração
Importante| Perfil | Uso recomendado |
|---|---|
| Padrão (neutro) | Análise equilibrada para uso geral — ponto de partida recomendado |
| Conservador | Rigor probatório elevado; favorece evidência documental sólida. Indicado para defesa patronal ou quando se quer verificar se o nexo resiste ao menor conjunto de provas |
| Liberal | Favorece o reconhecimento do nexo quando há dificuldade de acesso a documentos da empresa (in dubio pro operario). Indicado para trabalhadores sem documentação completa |
Tom narrativo do relatório
Opcional| Tom | Indicação |
|---|---|
| Neutro | Descritivo e técnico-pericial — indicado para laudos judiciais, perícias do INSS e consultoria preventiva |
| Probatório | Para advocacia trabalhista; enfatiza os fundamentos favoráveis ao trabalhador e as omissões do empregador |
| Defesa | Para defesa patronal; aponta os pontos a investigar para afastar ou mitigar o nexo |
12b.Cronologia, incapacidade, conformidade NR e contraprova
O formulário acrescenta campos de cronologia, dano e — sobretudo — de responsabilidade do empregador e ônus probatório, mantidos em eixo separado do nexo. Regra de ouro: esses campos não amplificam o nexo causal; pesam na responsabilidade/dosimetria e na presunção. Cada campo tem um “?” de ajuda no formulário.
Cronologia e incapacidade (dano)
InformativoAlimentam a linha do tempo e o módulo de dano (Tabela ABMLPM 2024). Não alteram o escore de nexo.
| Campo | Significado |
|---|---|
| Início dos sintomas | Primeiro sintoma, distinto do diagnóstico; classifica o tipo temporal (preexistente/concomitante/superveniente) |
| Fim do tratamento | Alta/encerramento; orienta cura, sequelas e dano |
| Grau de incapacidade | nenhuma / parcial temporária / parcial permanente / total (critério 6 de Penteado) |
| Duração da incapacidade (meses) | Tempo estimado; dosimetria do dano |
| Nível de especialização | Qualificação da função; repercussão do dano e reabilitação |
| Pode exercer a função? · Houve cura? · Restaram sequelas? | Dano residual e eventual concausa superveniente |
Conformidade NR-7 / NR-1 (eixo responsabilidade)
ResponsabilidadeConformidade do empregador. A não-conformidade eleva o eixo responsabilidade (fórmula resp = base × 0,70 + conformidade_NR × 0,30), nunca o nexo.
| Campo | Onde verificar |
|---|---|
| ASO na periodicidade (NR-7) | Série de ASOs periódicos; periodicidade definida no PCMSO |
| ASO com exame dirigido ao agente (NR-7) | O ASO inclui o biomarcador correto do agente? (ex.: arsênio → arsênio urinário; ver biomarcadores.json). Glicose para arsênio não conta. |
| Risco informado/documentado (NR-1) | Ordem de serviço, treinamento, ciência do trabalhador |
Contraprova patronal — inversão do ônus
Ônus probatórioSob presunção (Lista A / NTEP), o ônus de afastar o nexo é da empresa. Contraprova deficiente resulta em presunção não ilidida — o nexo se mantém. O sistema nunca crava que a presunção foi ilidida (isso é mérito do perito/juiz).
| Campo | O que verifica |
|---|---|
| Documentos completos | Juntada documental sem lacunas |
| Assinaturas válidas | Documentos assinados |
| Datas válidas | Datas coerentes e legíveis |
| Comprovante de entrega de EPI | Ficha de entrega assinada (NR-6) |
Fototipo (Fitzpatrick) — fator do hospedeiro
Condicional (UV/pele)Suscetibilidade da pele à radiação UV (I a VI). Preencher quando houver exposição solar/UV ou CID de pele. Fator do hospedeiro para a exclusão de causa estranha (UV × agente químico): documenta a suscetibilidade, não amplifica o nexo.
| Fototipo | Característica |
|---|---|
| I–II | Pele clara; sempre/quase sempre queima — alta suscetibilidade à UV |
| III–IV | Morena clara/média; queima moderada a pouca |
| V–VI | Parda/negra; raramente ou nunca queima — baixa suscetibilidade à UV |
13.Sistema Premium — Análise assistida por IA
Além dos módulos gratuitos de perícia, o sistema possui uma camada Premium que combina o motor determinístico com uma leitura técnica assistida por IA. Princípio inviolável: o escore e a classificação são calculados exclusivamente pelo motor determinístico; a IA produz apenas leitura consultiva, sempre rotulada e sujeita a verificação. A IA nunca altera, recalcula ou contradiz o escore, e não inventa jurisprudência, número CAS, artigo de lei ou CA de EPI.
Acesso, login e rodadas
Conta necessáriaO acesso premium exige login. A autenticação usa código de uso único (OTP) enviado por e-mail. Cada plano dá direito a um número de rodadas por dia (cada chamada à IA consome 1 rodada); o saldo aparece no topo de cada página ("Rodadas restantes (hoje): X / Y"). Os planos definem o provedor de IA usado: planos básico/intermediário/avançado usam DeepSeek; o avançado_pro usa Claude (Anthropic). A chave de API é vinculada à conta e armazenada de forma criptografada.
Nova Análise — nova-analise.php
Motor + IAPágina principal da análise assistida. Roda o motor sobre o caso e, em seguida, a IA faz a leitura técnica do resultado. Aceita o caso de duas formas: (1) preenchimento manual dos campos (tipo de análise, função/CBO, empresa/CNAE, tempo de exposição e os campos de texto a–e); ou (2) upload de um arquivo JSON arrastado para a faixa no topo. Os cinco campos de texto (a. Descrição; b. Rotina; c. Agentes; d. Jurisprudência conhecida; e. EPIs/EPCs) são contextos livres que a IA lê junto com o resultado do motor — cada um tem contador independente de palavras.
Quesitos — quesitos.php
Somente IAFerramenta para trabalhar os quesitos periciais. Tem dois modos: "Gerar do banco" (a IA seleciona/adapta quesitos de um banco interno conforme o caso) e "Revisar os meus" (você cola seus quesitos e a IA aponta lacunas e sugere complementos do banco). Esta página não roda o motor — não há escore aqui, pois o objeto é a redação das perguntas, não a avaliação do caso. A IA apenas adapta/seleciona do banco; não cria fundamento legal novo.
Minuta de Laudo — minuta-laudo.php
Gera PDFMonta uma minuta de laudo pericial em PDF a partir dos dados do caso e, opcionalmente, de um resultado de análise. No campo "Caso (JSON do motor/IA)" você cola o JSON de um resultado já produzido (com resultado_motor e/ou texto_ia); os demais campos (perito, processo, objeto, conclusão etc.) completam o documento. O resultado e a conclusão técnica vêm do motor — a IA apenas auxilia a redação ao redor, sem inventar fatos ou fundamentos.
Exportação — Baixar JSON e Gerar PDF
NovoApós cada análise, a nova-analise.php e a quesitos.php exibem dois botões. Baixar JSON salva o conteúdo da análise (resultado do motor + leitura da IA) num arquivo .json reutilizável. Gerar PDF produz um documento com os dois blocos — o resultado determinístico do motor e a leitura assistida por IA — mais o aviso de ausência de validade legal. O PDF é gerado pelo Dompdf já incluído no sistema.
14.Fluxo de arquivos JSON entre as janelas
O JSON é o formato de intercâmbio do sistema: é como um resultado produzido numa janela é levado para outra função. Há dois tipos de JSON, e entender a diferença evita o erro mais comum (subir o arquivo errado na página errada).
JSON de ENTRADA (o caso a analisar)
Entra no motorDescreve o caso bruto, antes de qualquer cálculo. Tem chaves como funcao_cbo, empresa_cnae, tempo_exposicao_meses, cid10, agentes_ocupacionais (lista) e epis_fornecidos. É o que o motor precisa para calcular. Ao subir um arquivo desse tipo na nova-analise.php, o motor roda e produz o escore.
JSON de RESULTADO (a saída do motor)
Já calculadoÉ o que os módulos produzem ao final de uma análise. Tem chaves como escore_final, classificacao, escore_dimensoes, presuncoes_invocadas, fundamentacao_normativa e contexto_caso. Não deve ser reenviado ao motor (ele não recalcula a própria saída). Serve para a IA ler, para gerar a minuta, ou como registro do caso.
nova-analise.php detecta automaticamente o tipo: se houver escore_final, trata como resultado (a IA lê, o motor não roda de novo); se houver agentes_ocupacionais e não houver escore, trata como entrada (o motor calcula).Caminhos de uso entre as janelas
ReferênciaAs setas abaixo resumem como um arquivo viaja entre as funções do sistema:
| Origem | Arquivo | Destino | O que acontece |
|---|---|---|---|
| Módulo de perícia (free) | JSON de RESULTADO | download / arquivo do caso | Registro do cálculo determinístico |
| JSON de RESULTADO | upload | nova-analise.php | Motor não roda; a IA faz a leitura do resultado |
| JSON de ENTRADA | upload | nova-analise.php | Motor calcula o escore; depois a IA lê |
| JSON de RESULTADO | colar no campo "Caso" | minuta-laudo.php | Gera a minuta de laudo em PDF |
nova-analise / quesitos | Baixar JSON | arquivo (motor + IA) | Exporta a análise completa para reuso |
nova-analise / quesitos | Gerar PDF | documento | PDF com os dois blocos + aviso legal |
escore_final, é resultado.📋 Track Log — Histórico de Mudanças
Registro cronológico das alterações realizadas no motor de análise e no sistema de análise. Cada entrada documenta o quê foi mudado, por quê e qual o impacto esperado.
-
[Premium] Camada de análise assistida por IA
O quê: Novas páginasnova-analise.php(motor + IA),quesitos.php(gerar/revisar quesitos via IA) eminuta-laudo.php(minuta em PDF). Login por OTP de e-mail, controle de rodadas/dia por plano e provedor de IA por plano (DeepSeek / Claude).
Por quê: Agregar leitura técnica consultiva ao resultado determinístico, mantendo o escore como autoridade.
Impacto: A IA é sempre consultiva e rotulada; nunca altera o escore nem inventa fundamentação. Documentado nas seções 13 e 14 deste manual. -
[Premium] Exportação JSON e PDF; fluxo de JSON entre janelas
O quê: Botões "Baixar JSON" e "Gerar PDF" (com os dois blocos: motor + IA) na nova-análise e nos quesitos. A nova-análise passou a aceitar tanto JSON de ENTRADA (motor calcula) quanto JSON de RESULTADO (a IA lê, sem recalcular), com detecção automática do tipo.
Por quê: Permitir reuso dos resultados entre as funções do sistema e a geração de documentos.
Impacto: PDF gerado pelo Dompdf já vendorizado. Word (.docx) não suportado nesta versão. Contadores de palavras corrigidos para serem independentes por campo.
-
[Documentação] Atualização de
metodologia.htmlemanual-pericia.html
O quê: Ambos os arquivos de documentação foram atualizados para refletir as funcionalidades introduzidas nas versões v0.2.0–v0.2.2, que não haviam sido documentadas:
metodologia.html— adicionadas: tabela de regimes de análise (nexo / insalubridade / ambos); seção completa do motor de insalubridade NR-15 com avaliação qualitativa e quantitativa; tabela de graus de insalubridade; seção "Análise com documentação clínica e laboratorial" com instrução de contato.manual-pericia.html— adicionadas: seção 0 (Tipo de análise / regime); seção 11 (Insalubridade NR-15 — campos de medição e regras qualitativas); seção 7 (EPI) reescrita para o modelo por percentuais (v0.2.0); perfis de calibração e tons narrativos corrigidos para refletir os valores reais do formulário (Padrão / Conservador / Liberal; Neutro / Probatório / Defesa); TOC renumerado.
Impacto: Apenas documentação — nenhum arquivo PHP, JSON ou JS alterado nesta entrada.
-
[CAS] Validação do dígito verificador (módulo-10) no frontend e backend
O quê: Números CAS informados no campo de agente agora são validados pelo algoritmo oficial módulo-10 em dois pontos: (1) frontend — feedback visual em tempo real enquanto o perito digita (✓ verde / ✗ vermelho com mensagem); (2) backend —CarregadorBases::validarDigitoVerificadorCas()rejeita CAS inválidos antes de tentar resolver o agente, com aviso gravado emagentes_ocupacionais[idx].avisona resposta.
Por quê: Um número CAS digitado errado (ex.: troca de um dígito) passava silenciosamente pela resolução sem encontrar o agente, sem nenhum feedback ao perito. O erro só se revelava no resultado final como "agente não identificado".
Impacto: O formulário bloqueia o submit enquanto há CAS inválido no campo. A resolução por CAS agora também cobre a Lista B (campocasnosagentes_etiologicos), além da Lista A já existente. -
[pericia.html] Restaurado link para manual de preenchimento
O quê: O link📖 Manual de preenchimentoapontando paramanual-pericia.htmlfoi restaurado no cabeçalho depericia.html, suprimido inadvertidamente em atualização anterior do servidor.
-
[D08 — Resíduos] Correção de limiar que suprimia flag de irregularidade ambiental
O quê: O limiar do branch "gestão parcial" era>= 0.50. Com todos os campos marcados como "não informado" (null), o subscore era exatamente 0.50, caindo no branch errado e nunca disparando a flagirregularidade_ambiental_independente. Corrigido para> 0.50.
Por quê: Score 0.50 = todos os campos neutros/não informados — situação de dúvida que deve favorecer o trabalhador e gerar o alerta de irregularidade, não ser tratada como gestão "parcialmente adequada".
Impacto: Casos com todos os campos de resíduos em branco ou "NÃO" agora disparam corretamente a flag e a indicação de representação ao IBAMA/MP. -
[MotorRelatorio] Narrativas das presunções agora interpolam dados reais do caso
O quê: ReescritoMotorRelatorio.phppara antepor a cada presunção invocada um prefixo contextual com: doença + CID-10, agente(s) causador(es), e dados específicos da presunção (força de associação, classificação IARC, intervalo NTEP, latência mínima, CID admissional, etc.).
Por quê: As narrativas genéricas do JSON eram válidas como texto jurídico padrão mas não identificavam o caso concreto — o leitor precisava cruzar informações de outras seções para saber de qual doença/agente se tratava.
Impacto: Cada bloco de presunção agora abre com "Caso: Doença (CID-10: XXX) | agente: Nome do agente" seguido da narrativa jurídica. Campocontexto_casoadicionado ao JSON de resposta da API para uso no frontend/PDF.
-
[D05 — EPI] Novo modelo de entrada por percentuais
O quê: Substituída a lógica anterior (contagem de tipos de EPI vs. matriz interna) por dois percentuais informados diretamente pelo perito:epi_percentual_entregue(% do total que deveria ser entregue que efetivamente foi) eepi_percentual_ca_valido(% dos EPIs fornecidos com CA válido para o agente em questão).
Por quê: A abordagem anterior dependia de uma matriz interna incompleta, criando ponto cego para agentes não mapeados. O perito tem acesso às fichas de entrega e pode calcular o percentual real com mais precisão e fundamentação documental.
Impacto: Pontuação final de D05 = média ponderada (entrega 65% + CA válido 35%). Campoepi_calculo_descricaopermite registrar o método de cálculo no relatório. -
[D03 — Admissional] Correção da heurística
cidsRelacionados
O quê: Substituída heurística numérica simplificada (mesmo 1º caractere + diferença ≤ 10) por lookup na estrutura oficial do CID-10 (DATASUS/MS) usando grupos reais.
Por quê: A heurística anterior produzia falsos positivos graves — ex.: C34 (brônquios) e C44 (pele) eram considerados "relacionados" como concausa predisponente, o que é clinicamente incorreto. Dois CIDs agora são considerados relacionados somente se pertencem ao mesmo grupo na classificação oficial.
Impacto: Redução de falsos positivos em D03 (concausa predisponente). Requer arquivodata/cid10_estrutura.json(gerado dos CSVs DATASUS/MS — 22 capítulos, 275 grupos, 2045 categorias). -
[AMP03 — Sinergia] Correção para somar todos os fatores aplicáveis
O quê: Alterada a lógica de AMP03 de "pegar o maior fator" para "somar os deltas de todos os fatores aplicáveis" (ex.: dois fatores de 1.3 e 1.2 resultam em fator final 1.5, não 1.3).
Por quê: A abordagem anterior subestimava o efeito combinado de múltiplas sinergias documentadas. A toxicologia ocupacional reconhece efeitos aditivos e sinérgicos cumulativos entre agentes, e cada sinergia identificada e confirmada deve contribuir para o amplificador final.
Impacto: Em casos com múltiplas sinergias simultâneas (ex.: asbestos + tabagismo + sílica para mesotelioma), o fator amplificador será maior do que na versão anterior. O camposinergias_aplicadasna resposta lista todas as sinergias individuais com seus fatores originais para rastreabilidade. -
[Bases] Adicionada estrutura completa do CID-10
O quê: Novo arquivodata/cid10_estrutura.jsoncom hierarquia completa do CID-10: capítulos, grupos e categorias (fonte: DATASUS/MS, versão 2023). Novos métodos emCarregadorBases:cid10Estrutura(),cidCapitulo(),cidGrupo(),cidParaNum().
Por quê: Base necessária para a correção decidsRelacionadose futura expansão do motor para validação, autocomplete e categorização de CIDs.
Impacto: Arquivos adicionados emdata/:cid10_estrutura.json(~152 KB). Nenhum impacto em deploys existentes além da presença do arquivo.
- Versão inicial — Fases 1 a 7 completas: motor de regras duras (P01-P08), escore evidenciário (D01-D10 + AMP01-AMP03), API REST (4 endpoints), frontend HTML/CSS/JS, geração de PDF (DomPDF), suite de 40 testes, páginas institucionais e documentação LGPD/Deploy.
Módulo de Insalubridade (NR-15) — caracterização de exposição a agentes insalubres. Formulário próprio, distinto do fluxo de Nexo Causal.
1.Identificação do caso
Dados de identificação do caso. Use alias (ex.: "Reclamante A", "Empresa X") — a análise é técnica e não depende da identidade real. Função e CBO aparecem apenas no relatório.
Campos
opcional- Função / CBO: ocupação e código (ex.: "Faxineiro · 5143-20"). Descritivo, não altera o escore.
- CNAE: atividade econômica (ex.: "81.21-4-00"). Descritivo.
2.Agentes declarados
Agentes químicos (Anexos 11, 13, 13-A) e qualitativos (frio, umidade, biológicos…). Informe o nome ou o número CAS. Para químicos, o CAS é mais preciso — nome ambíguo pede CAS.
Campos do agente
- Nome do agente: ex.: "Ruído", "Calor", "Sílica cristalina", "Benzeno", "Cloro". Qualitativos podem ser nomeados (ex.: "Umidade excessiva").
- CAS: número CAS do químico (ex.: cloro = 7782-50-5). Recomendado para evitar ambiguidade.
- Concentração: valor medido com unidade (ex.: "1.2 ppm", "0,5 mg/m³"). Usado na avaliação quantitativa do Anexo 11. O resultado exibe o valor sem ambiguidade (ex.: "1 ppm (um ppm)").
- Forma: bruto/concentrado ou diluído — afeta álcalis e ácidos.
- Adicionar por atividade (Anexo 13/14): entrada por operação descrita na NR-15.
3.Habitualidade e EPI
Requisito do adicional. Em branco = não assumido (conservador).
Campos
- Habitualidade / permanência: exposição habitual e permanente é requisito do adicional. Eventual/intermitente pode descaracterizar.
- EPI (modo simplificado / legado): percentuais de entrega e CA válido. Para análise rigorosa, use a seção 3b.
3b.EPIs declarados (granular)
Cada EPI com seus requisitos — alimenta a neutralização. Nenhum EPI declarado = nenhuma neutralização (presunção contra). Cancerígenos (Anexos 13/13-A) e benzeno nunca são neutralizados.
Requisitos por EPI
- CA válido: o Certificado de Aprovação está vigente?
- Adequado ao agente: protege contra este agente? Luva mecânica não protege contra químico.
- Uso efetivo: há comprovação de uso habitual? (Súmula 80 TST). O fornecimento não basta (Súmula 289 TST).
- Troca: adequada / parcial / insuficiente.
- Advertências por não-uso: bloqueiam a neutralização limpa.
- NRRsf (protetor auditivo): atenuação do CA. O motor aplica derating e mostra cenários com e sem EPI; decisão cabe ao perito.
4.Medições — agentes físicos
Anexos 1, 2, 3, 8. Preencha apenas o que houver de medição. Valores aparecem sem ambiguidade no resultado.
Campos de medição
- Ruído contínuo dB(A): nível para a dose do Anexo 1. Com protetor (3b), o motor mostra cenários sem-EPI e com-EPI.
- Ruído de impacto dB: pico (Anexo 2).
- Calor IBUTG (°C) + taxa metabólica (W): Anexo 3 — gatilho é o limite de exposição.
- Vibração (tipo, aren m/s², VDVR): Anexo 8.
5.Parâmetros específicos
Parâmetros que ajustam a avaliação conforme o caso concreto. Só os campos preenchidos entram na análise.
Resultado
A caracterização e o grau (mínimo 10% / médio 20% / máximo 40%) são determinísticos. A análise é preliminar e não substitui laudo pericial com inspeção do local (art. 195 CLT).
Sistema Sigillum de Análise Técnica — Veicular · Triagem Técnica de Vícios Ocultos e Adulterações
Como o sistema funciona
O Sigillum Veicular aplica um motor de regras determinístico sobre os dados do caso. O sistema não usa inteligência artificial para calcular pontuações — a mesma entrada sempre produz a mesma saída. A IA, quando presente em versões futuras, atuará apenas na interpretação do texto descritivo e na redação da narrativa, nunca no cálculo do escore.
O fluxo de processamento é:
- Coleta de dados — você preenche o formulário com os fatos do caso.
- Avaliação de red flags — o motor verifica regras determinísticas de alerta (adulteração, fraude, omissão). Nenhuma dessas regras envolve juízo subjetivo.
- Cálculo de dimensões — seis dimensões (V01–V06) recebem pontuação de 0 a 100 com base nas respostas.
- Escore global — média ponderada das dimensões, resultando em 0–100.
- Classificação por banda — o escore é enquadrado em uma de cinco bandas, incluindo a banda "não recomenda perícia".
- Apêndice de proveniência — cada conclusão é rastreada à sua origem: quesito, norma ou dado informado.
Tipo de caso e perfil de calibração
O tipo de caso define quais quesitos o motor avalia e quais normas são invocadas. Selecione sempre o mais específico.
| Tipo | Descrição | Base legal principal |
|---|---|---|
| Vício oculto | Defeito não aparente no ato da compra, manifesto no uso normal. O vendedor pode não ter ciência. | CDC art. 18; CC art. 441 |
| Adulteração / clonagem | Alteração fraudulenta de identificadores do veículo (chassi, placa, RENAVAM). Sempre envolve elemento criminal. | CTB art. 311 |
| Fraude de hodômetro | Alteração do registrador de quilometragem para reduzir quilometragem aparente. | CDC art. 66; CONTRAN 891/2021 |
| Sinistro omitido | Histórico de colisão, encharcamento ou perda total não informado na venda. | CDC art. 31; CC art. 147 |
O perfil de calibração ajusta como o motor interpreta presunções legais. O escore factual (dimensões V01–V06) é idêntico em todos os perfis — a simetria é garantida pelo sistema. Apenas a interpretação legal e a narrativa variam.
| Perfil | Comportamento |
|---|---|
| Neutro | Análise simétrica. Apresenta todas as duplas leituras sem tomar partido. |
| Consumidor (CDC) | Aplica presunções pro homine do CDC: inversão do ônus da prova, interpretação favorável ao vulnerável. |
| Seguradora | Rigor probatório elevado. Exige prova robusta para cada conclusão; reduz o peso de indícios. |
Identificação do veículo
Os dados de identificação são usados para correlacionar com alertas de adulteração e para compor o cabeçalho do relatório.
| Campo | Onde encontrar | Importância pericial |
|---|---|---|
| RENAVAM | CRLV digital (app DETRAN); Certificado de Registro e Licenciamento | Permite consulta de histórico de leilões, multas, recalls e transferências. Divergência entre RENAVAM e chassi é red flag. |
| Chassi (VIN) | Três posições: painel (canto inf. do para-brisa), coluna A do motorista, compartimento do motor | O VIN tem 17 caracteres padronizados (ISO 3779). Divergência entre as três posições é red flag crítico de adulteração. |
| Ano fab. / Ano modelo | CRLV; nota fiscal da fábrica (para veículos novos) | Divergência entre ano de fabricação e ano-modelo pode indicar veículo "requentado" (modelo novo, plataforma antiga) — relevante para vícios de projeto. |
📍 Consultas oficiais: SENATRAN/SERPRO · DETRAN do estado · CRLV digital
Vínculo contratual e aquisição
O tipo de aquisição determina quem responde e sob qual regime legal.
| Tipo | Regime aplicável | Responsabilidade |
|---|---|---|
| Concessionária autorizada | CDC (relação de consumo) | Solidária: fabricante + concessionária (CDC art. 18) |
| Revendedor / Loja multimarcas | CDC (relação de consumo) | Revendedor responde solidariamente; importador se aplicável |
| Compra de particular | CC (vício redibitório) | Apenas vendedor direto; prazo 6 meses (CC art. 445) |
| Leilão (declarado) | CC — cláusula "no estado" | Muito limitada; leilões com nota de perda total excluem vícios |
| Saída de locadora | CDC (relação de consumo) | Locadora como fornecedor; histórico de uso intensivo esperado |
Vício alegado
Esta é a seção de maior impacto no nexo temporal (dimensão V01). Preencha com precisão.
| Campo | O que registrar |
|---|---|
| Sistema afetado | Componente principal do defeito. Use a categorização do formulário; ela mapeia para os quesitos técnicos relevantes. |
| Data da manifestação | Primeira vez que o defeito foi perceptível. Se houve OS de reparo anterior, use a data da OS mais antiga. |
| KM na manifestação | Hodômetro na primeira manifestação. Consta na OS de reparo ou pode ser estimado pelo histórico de abastecimento. |
| Descrição | Seja objetivo: sintomas, condições de ocorrência, frequência, impacto na segurança. Evite julgamentos de valor ("defeito absurdo"); registre fatos técnicos. |
| Custo estimado | Use orçamento de oficina ou laudo técnico. Alimenta a dimensão V06 (reparabilidade econômica). |
Exemplos de descrição objetiva:
- Motor: "Ruído de batimento metálico na aceleração acima de 3.000 rpm, presente desde 3.500 km rodados após a compra. Scanner OBD-II registrou código P0300 (falha de ignição aleatória) com data e hodômetro internos."
- Câmbio: "Câmbio automático não engata 3ª marcha após aquecimento do fluido. Falha documentada em OS da concessionária em duas ocasiões distintas, sem solução definitiva."
- Funilaria: "Espessura de tinta no para-choque traseiro: 210 µm (versus 95 µm nas demais peças), indicando reparo de funilaria não declarado na venda."
Documentação disponível
A seleção de documentos alimenta diretamente a dimensão V02 (consistência probatória). Selecione apenas o que efetivamente está em mãos — não marque o que "deveria existir".
| Documento | Relevância | Peso V02 | Onde obter |
|---|---|---|---|
| Nota fiscal / Recibo de compra | Prova o preço pago, data e partes contratantes. Essencial para calcular base de indenização. | Alto | Vendedor é obrigado a fornecer (CDC art. 50); Receita Federal (NF-e). |
| OS de reparo | Documenta a manifestação do vício, data e KM. É a prova mais objetiva do problema. | Alto | Oficina credenciada; concessionária. |
| Laudo cautelar | Avaliação técnica pré-compra. Se não registrou o vício, reforça a tese de que era oculto. | Alto | Engenheiro automotivo antes da compra; associações de peritos. |
| Leitura OBD-II | Scanner diagnóstico registra falhas com data e KM internos aos módulos eletrônicos. Evidência objetiva difícil de manipular. | Médio-alto | Oficinas; autoelétricos; scanner portátil (ELM327). |
| Medição de espessura de tinta | Espessurômetro magnético revela reparo de funilaria. Referência OEM: 80–120 µm. | Médio-alto | Peritos automotivos; empresas de cautelar. |
| Histórico DETRAN | Multas, transferências, licenciamento. Permite detectar padrão suspeito de repassagem rápida. | Médio | detran.XX.gov.br |
| Histórico de sinistros | Registros de seguradoras. Identifica perda total, encharcamento ou colisões graves. | Médio | SENATRAN/SERPRO; seguradora do veículo. |
| Laudo técnico de engenheiro | Prova técnica produzida. Tem maior peso processual por ser subscrita por profissional habilitado. | Muito alto | Engenheiro Mecânico/Automotivo com CREA/ART. |
| Cotação FIPE | Valor de mercado na data da compra. Base para cálculo de desvalorização e teto de indenização. | Baixo | fipe.org.br |
| Manual com carimbos | Comprova histórico de manutenção preventiva. Protege fabricante se revisões foram feitas; protege consumidor se não foram. | Baixo | Manual do proprietário (caderneta de revisões). |
| Fotos e vídeos | Documentação visual do vício. Reforça a narrativa, mas não substitui evidência técnica. | Baixo | Smartphone; perícia fotográfica. |
Histórico do veículo e red flags
Esta seção avalia regras determinísticas de alerta. As condições são avaliadas pelo motor sem nenhum juízo subjetivo: se a condição estiver presente, o alerta é ativado.
| Alerta | Severidade | Condição de ativação | Implicação |
|---|---|---|---|
| A01 — Chassi com sinais de regravação | CRÍTICA | Campo "Sinais de regravação do chassi" = Sim | Crime previsto no CTB art. 311 (reclusão 3–6 anos). O negócio jurídico pode ser nulo por objeto ilícito (CC art. 166 II). Encaminhamento à autoridade policial é recomendado independentemente da via cível. |
| A02 — Divergência KM painel × módulo eletrônico | ALTA | Campo "KM painel difere de módulo OBD" = Sim | Os módulos ECU, ABS e airbag guardam registros de KM independentes. Fraude de odômetro é infração ao CDC art. 66 e pode configurar estelionato (CP art. 171). |
| A03 — Histórico de leilão omitido | ALTA | "Histórico de leilão declarado" = Não, mas existe | Omissão dolosa de informação relevante configura vício de informação (CDC art. 31) e dolo por omissão (CC art. 147). Fundamenta pedido de rescisão por vício de consentimento. |
| A04 — Airbag inoperante | ALTA | "Airbag reposto com tampa cega" = Sim | Sistema de segurança passiva comprometido. Vício de segurança com responsabilidade objetiva do fornecedor (CDC art. 12). Risco à vida. |
| A05 — Tinta heterogênea | MÉDIA | "Espessura de tinta heterogênea" = Sim (>30% variação) | Indicativo de reparo de funilaria não declarado. Pode revelar colisão ou encharcamento omitido. Referência: variação >30 µm em painéis adjacentes é tecnicamente significativa. |
| A06 — Múltiplos proprietários | MÉDIA | Número de proprietários ≥ 3 | Três ou mais transferências é padrão pericial associado a veículos com histórico problemático sendo repassados. Indica investigação aprofundada. |
Inspeção física e diagnóstico técnico
Os campos desta seção alimentam principalmente a dimensão V03 (evidência técnica). São os dados de maior densidade probatória.
| Código OBD | Sistema | Significado comum |
|---|---|---|
P0300 | Motor | Falha de ignição aleatória — desgaste de bujias, bobinas ou injetores |
P0171 / P0174 | Motor | Mistura pobre no banco 1/2 — vazamento de admissão, sensor MAF |
U0100 | Rede CAN | Perda de comunicação com ECU — falha elétrica grave |
C0031–C0044 | ABS/Freios | Falha de sensor de roda — comprometimento do ABS |
B0001–B0099 | Airbag | Falha no sistema de air bag — segurança passiva comprometida |
Dimensões do escore técnico
O escore global é calculado pela média ponderada de seis dimensões. Cada dimensão pontua de 0 a 100; o peso de cada uma na pontuação final está indicado abaixo.
| ID | Dimensão | Peso | O que avalia | Principais insumos |
|---|---|---|---|---|
V01 |
Nexo temporal | 25% | Compatibilidade do intervalo compra → manifestação com a hipótese de vício preexistente | Data de compra, data da manifestação, KM na compra, KM na manifestação |
V02 |
Consistência probatória | 25% | Qualidade e diversidade da documentação disponível | Checklist de documentos (seção 5) |
V03 |
Evidência técnica | 20% | Dados objetivos produzidos por avaliação técnica especializada | Cautelar, OBD-II, laudo de engenheiro |
V04 |
Responsabilidade do fornecedor | 15% | Grau de imputabilidade ao vendedor com base nas provas e no tipo de aquisição | Tipo de aquisição, garantia, revisões, perfil |
V05 |
Red flags | 10% | Alertas determinísticos de adulteração ou fraude (seção 6) | Regras A01–A06 |
V06 |
Reparabilidade econômica | 5% | Proporcionalidade do custo de reparo frente ao valor pago | Custo estimado de reparo, valor pago |
Bandas de resultado
O escore global (0–100) é enquadrado em uma das cinco bandas abaixo. A banda determina o texto da recomendação.
| Banda | Escore | Significado | Ação típica |
|---|---|---|---|
| Não recomenda perícia | 0 – 24 | Evidências insuficientes para fundamentar ação ou perícia formal | Completar documentação; reanalisar. Nenhum lead gerado. |
| Evidências insuficientes | 25 – 44 | Há indícios, sem consistência técnica suficiente para laudo conclusivo | Perícia pode ser indicada para produzir prova; resultado incerto |
| Fundamento parcial | 45 – 59 | Fundamento técnico parcial; perícia para consolidar a prova | Perícia indicada para instrução processual |
| Fundamento moderado | 60 – 77 | Fundamento técnico consistente | Perícia formal recomendada para instrução processual |
| Fundamento robusto | 78 – 100 | Conjunto probatório técnico robusto; forte indicação de vício preexistente | Perícia recomendada; fundamento sólido para ação |
Pontos legais em dupla leitura
Alguns pontos do direito veicular são juridicamente contestados — a jurisprudência divide-se ou há interpretações concorrentes consolidadas. O sistema os apresenta sempre em dupla leitura, sem escolher uma perspectiva, independentemente do perfil de calibração.
CDC art. 18 — prazo decadencial: conta a partir da ciência do vício; vícios ocultos têm prazo contado da manifestação efetiva, não da compra. STJ AgInt no AREsp 1.374.642/SP.
O prazo de 90 dias é fatal; superado sem notificação formal, extingue-se o direito. A manifestação deve ser inequívoca e documentada.
Mesmo sem relação de consumo formal, o CDC pode ser invocado se o vendedor agiu profissionalmente ou ocultou defeito de má-fé. Cabe ao juiz avaliar.
Fora da relação de consumo, aplica-se apenas o CC arts. 441–446; prazo de 6 meses (bem móvel); a responsabilidade exige prova de conhecimento do vício pelo vendedor.
A tabela FIPE na data da propositura da ação reflete o valor atual do mercado, que pode ser superior ao da data do sinistro por inflação e escassez.
A base de cálculo deve ser a tabela FIPE na data da aquisição ou do sinistro, evitando enriquecimento sem causa. Princípio indenitário (CC art. 884).
As duplas leituras são incorporadas automaticamente ao relatório gerado pelo sistema.
Apêndice de proveniência
Toda conclusão do sistema é rastreável à sua origem: quesito preenchido, norma datada ou dado informado. O apêndice de proveniência aparece ao final de todo relatório e lista, para cada dimensão, qual dado originou qual pontuação.
Exemplo de entrada de proveniência:
O apêndice nunca é omitido do relatório. Sua presença é o que distingue esta triagem de uma opinião subjetiva.
Princípios de justiça do sistema
O Sigillum Veicular foi projetado para ser justo por construção, não por política. Os quatro princípios abaixo não são aspirações — são propriedades verificáveis do motor.
- Apenas o modal automotivo está ativo. Modais aeronáutico, naval, agrícola e motocicleta estão previstos em versões futuras.
- Apenas o tipo de caso vício oculto tem motor completo. Adulteração, fraude de hodômetro e sinistro omitido têm avaliação parcial baseada nos red flags.
- Os pesos das dimensões estão marcados "validar_perito" — são pontos de partida a serem homologados por corpo de engenheiros.
- A valoração de mercado ancora na FIPE consultada pelo usuário, não em integração automática — o usuário deve consultar e informar o valor.